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Serviços do Hemocentro não serão prejudicados, garante secretária de Saúde

'Não está, não esteve e não estará no radar do governo do Estado o fechamento do Hemocentro Regional de Santa Maria', assegurou Arita Bergmann

Maurício Araujo

A possibilidade de fechamento do Hemocentro Regional de Santa Maria está totalmente descartada, afirmou ao Diário a secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann:

- Não está, não esteve e não estará no radar do governo do Estado o fechamento do Hemocentro Regional de Santa Maria - assegurou ela em entrevista à coluna na quinta-feira.

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Nos últimos dias, ao ser ventilada essa possibilidade, lideranças políticas reagiram, tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara de Vereadores. A secretária reafirmou que a chance de o complexo interromper suas atividades não existe. Inclusive, segundo ela, a repercussão do assunto pegou o governo do Estado de surpresa, já que, conforme Arita, nunca foi cogitada essa possibilidade pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

De acordo com ela, o que há, desde setembro de 2020, são tratativas com o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) para que seja viabilizada uma parceria entre a instituição e o Estado. A formalidade de um possível convênio é necessária para regularizar a situação dos funcionários cedidos pela UFSM ao Hemocentro, uma vez que servidores federais não poderiam estar prestando atividades em uma estrutura do governo do Estado sem a parceria.

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Segundo a secretária, foi solicitado à Superintendência do Husm um posicionamento oficial, já que o hospital universitário teria apresentado dificuldades para assumir o que foi pedido. Caso não haja um entendimento, Arita garantiu que tem um "plano B" encaminhado e concreto para manter a funcionalidade do Hemocentro, sem prejuízo aos serviços.

ESTADO

O Estado confirma que tem o intuito de aprimorar o processo de coleta, armazenamento e distribuição dos hemocomponentes para os serviços de saúde da rede SUS. Dessa forma, a SES busca a reestruturação da Rede Hemoterápica Estadual.

HUSM

Conforme a superintendente do Husm, Elaine Resener, a instituição está analisando a possível parceria. Assim que houver uma definição, a SES será informada. A dificuldade, explica a superintendente, seria relativa ao Husm assumir a coleta de sangue dos doadores, já que envolveria um quadro funcional maior, bem como o remanejamento de servidores - inclusive os do Estado. De toda forma, Elaine reforça que, em momento algum, foi tratado sobre o Husm assumir a gestão do Hemocentro Regional.

Confira, abaixo, a entrevista com a secretária da Saúde.

Diário - Existe alguma possibilidade de o Hemocentro Regional de Santa Maria ser fechado?

Arita - Não está, não esteve e não estará no radar do governo do Estado o fechamento do Hemocentro Regional de Santa Maria. Essa possibilidade não faz parte da nossa configuração de Rede de Hemocentros. Tanto é que o governo do Estado, para mostrar que prioriza e entende que sangue é uma política estratégica, criou um Departamento Estadual de Sangue e Hemoderivados. Fomos nós, o governo de Eduardo Leite, que criamos. Isso, justamente para ter uma coordenação considerando que insumos que salvam vidas são estratégicos para o Estado.

Diário - Quais são as especificidades da parceria entre o Estado e o Husm?

Arita - Desde setembro de 2020, estamos em tratativas com o Husm. Foram feitas várias reuniões para, justamente, fazer a formalidade dessa parceria do Estado com o Hospital Universitário de Santa Maria. O Hemocentro Regional funciona parte com recursos do Estado e parte com recursos do Husm. Da nossa parte, é positiva, mas soubemos de uma reunião, no final de maio, em que o Husm teria dificuldades de assumir o que havíamos tratado, o que pode impedir a operacionalização da parceria.

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Diário - O que pode acontecer caso a parceria não se confirme?

Arita - Encaminhamos documento à Superintendência do Hospital Universitário pedindo uma posição oficial dessa possível parceria. Diante de uma possibilidade de resposta negativa, é uma hipótese, nós já temos outra alternativa concreta e em construção de outra parceria para manter o Hemocentro aberto. De qualquer forma, não existe a chance deste importante espaço ser fechado ou ter prejuízo no seu trabalho. Por isso, pedimos uma manifestação por escrito. Mas não ficamos esperando, já temos outra proposta para manter o Hemocentro.

Diário - Em relação aos servidores que prestam o serviço, haverá alguma reestruturação?

Arita - Os servidores do Hemocentro são extremamente capacitados, têm conhecimento e vivência. Assim, teremos que ter mais pessoas para substituir os servidores que são do Husm, caso não seja efetivada a parceria.



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