colunista do impresso

Os pássaros que voam!

E o interessante é que o caso de Santa Maria não é diferente. Somos exportadores de talentos

Muito se tenta buscar as explicações de o porquê o empreendedorismo/negócios não se sustentam em longo prazo no Rio Grande do Sul. Pois é. Eis que existem várias explicações possíveis para entender esse fenômeno. E uma delas, dentre muitas, é a última pesquisa sobre o Levantamento Migratório existente no Rio Grande do Sul hoje. Esses dados foram divulgados pela extinta Fundação de Economia e Estatística (FEE) e são bem significativos e intrigantes para o nosso cenário econômico, o atual e do futuro.

Segundo os dados apresentados, "nos últimos oito anos, o Rio Grande do Sul ainda foi o que mais perdeu participação perante a população do país, na comparação com os outros Estados do Sul e do Sudeste. Passou de 5,6% em 2010 para 5,4% no ano passado, o que representa 347 mil pessoas. Por isso, o ritmo de envelhecimento está acelerado. Em 2035, 20% da população gaúcha terá mais de 65 anos."

Logo, os dados acima ilustram bem o nosso cenário atual, ou seja, estamos perdendo capital humano para outras regiões do país. E o interessante é que Santa Maria não é diferente. Somos exportadores de talentos. Formamos o capital humano, ou seja, pessoas que se deslocam para outras localidades para se desenvolverem e, principalmente, criarem os negócios próprios ou desempenharem suas funções de trabalho.

E, continuando, a pesquisa apontou que "a maioria dos gaúchos que deixa o Rio Grande do Sul está no início da vida produtiva, entre 20 e 25 anos." Preocupante ou natural? Digamos que esse fato não é tão natural assim.

Ele mostra e alerta para uma situação de fuga daqui. A sociedade gaúcha, principalmente os jovens, está procurando se inserir no mundo dos negócios/trabalho fora daqui. Eu diria que isso não é uma boa situação para o longo prazo de nossa economia. Pode estar faltando incentivos para os jovens ficarem. E mais. Isso poderá afetar o dinamismo da economia interna gaúcha. Está mais do que na hora de se pensar em um plano econômico e social que minimize essa questão. Se  uma ação neste sentido não ocorrer agora, poderemos ter consequências econômicas desfavoráveis no futuro.

E olha essa: "o Estado catarinense é justamente o que atrai mais os gaúchos e gaúchas", segundo o estudo. Depois, estão Paraná, Mato Grosso, São Paulo e Mato Grosso do Sul."  O que será que tem lá que não temos aqui? Por que o Estado vizinho está atraindo tanto os nossos jovens? Empregos? Oportunidades? Baixa burocracia na abertura de novas empresas?

Condições de infraestrutura? Enfim, um ambiente mais propício para desenvolver as suas atividades e o seu empreendedorismo? Pois bem. De fato, temos que começar a nos preocupar com este fenômeno sócioeconômico que se vislumbra para o futuro do Rio Grande do Sul.  

Por fim, temos que ter ações que promovam a nossa economia interna. Refletir e contextualizar são elementos importantes. No entanto, precisamos de mudanças, e considero que a principal seria a promoção da volta contínua do crescimento econômico, atrelada a uma nova proposta de desenvolvimento sustentável de longo prazo.


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