colunista do impresso

Os fatos passam. O exemplo devia ficar

Os que agem errado contam com o tempo para apagar tudo e continuarem a repetir os mesmos gestos e atos

A vida é um círculo. Fatos acontecem. Passam, são esquecidos. Se repetem e segue a vida. Sequer fatos passados são lembrados como exemplos a não ser seguidos. Deveriam ensinar de como não fazer mais. Se fosse assim, o aprendizado na vida, com a repetição de fatos, serviria para não mais repetirmos os mesmos erros e aperfeiçoar o nosso viver.

Mas não é assim. Repetimos sempre os mesmos erros e esquecemos que esses erros nos levaram à infelicidade. Pois ainda assim não evitamos que se repitam. Isso é mais notório na política. Votamos em candidatos que já mostraram a que vieram. Ou, de antemão, já sabemos como serão. Sequer lembramos, dois anos depois, em quem votamos. Repetimos o erro. Não eliminamos do nosso agir exemplos do passado que nos infelicitaram.

Em relação à ditadura de 64, foi um fato, ruim, ou para alguns um fato bom. Acabou. Reflitamos sobre o que aconteceu para não repetirmos. De preferência sequer rememorando para não abrir feridas, mas tomemos o cuidado para não repetir o mau exemplo. Da mesma forma são os fatos contemporâneos. Acontecem, viram manchetes, comentários e parece que não mais irão se repetir porque, afinal, devemos ter aprendido alguma coisa.

Examinemos alguns fatos recentes que mereceram destaque fantástico na imprensa e opinião pública e de repente passaram a ser assunto ignorado sem nenhuma consequência ou ensinamento para o futuro. O fato de encontrarem uma mala cheia de dinheiro naquele apartamento de responsabilidade do deputado virou notícia, à época, resultou em processo e não se fala mais. Perdeu o interesse a imprensa em dar conhecimento permanente e esquecemos daquele fato. Os vazamentos noticiados da Lava-Jato, com destaque e tidos como escândalo do século, não se fala mais. Perdeu-se o interesse e não aprendemos nada com isso. Até mesmo as notícias de fatos reprováveis da família do presidente, laranjas do seu partido e outros fatos, não mais são falados e não nos ensinaram nada. Em seguida se repetirão fatos idênticos e receberão o mesmo tratamento; algum tempo são esquecidos e como círculo, se repetirão.

Mas alguém obtém vantagem com isso. São aqueles envolvidos nesses fatos noticiados com destaque. Eles sabem que se processa desta forma. Sabem que, como nuvem passageira, logo cairão no esquecimento de todos e tudo acontecerá como antes.

Não deveria ser assim. Tínhamos que aprender para que não mais se repetissem e, mais do que isso, servir como exemplo para todos para evitar que fatos como estes não se repetissem e seus futuros autores se constrangessem e evitassem agir dessa forma. Mas infelizmente não se processa desta forma. Os que agem errado contam com o tempo para apagar tudo e continuarem a repetir os mesmos gestos e atos. E com a prescrição, que é a perda do direito de punir do Estado pelo decurso do tempo. Fica tudo esquecido, como se nada tivesse acontecido. Precisamos encontrar uma nova fórmula que nos permita não mais ver a repetição de fatos que nos tornam infelizes.


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