colunista do impresso

O toma lá da cá, vulgo leilões

O resultado, de forma objetiva, é uma tendência de baixa de preços das mercadorias e dos serviços

O mês de outubro nos traz sempre boas surpresas. Neste período, sempre, são apresentados os ganhadores do Prêmio Nobel, ou seja, aqueles autores que se destacaram no último ano. No caso da economia, neste ano, os ganhadores foram novamente os americanos. Nada é por acaso. De fato, o nível de produtividade deles é excepcional. Mas, deixa para lá esse tema, e vamos falar um pouco do impacto deste trabalho na vida de vocês.

Hoje, vivemos em um mundo onde a maioria dos produtos que consumimos são produzidos por empresas, ou do sistema oligopolista, ou de monopólio. A primeira se refere ao sistema de produção com poucas empresas no setor, fazendo produtos ou serviços com alguma diferenciação, mas com certas semelhanças. Exemplos: setor automotivo, produtos de higiene pessoal, aparelhos de celular, etc. O monopólio é uma única empresa produtora que detém a expertise da mercadoria e pode controlar os preços. Exemplo: cimento.

Pois bem, e o que os leilões tem a ver com isso? Esses autores estudaram, ao longo do tempo, que cada vez mais os consumidores estão barganhando preços. Uma espécie de concorrência perfeita. E por que isso? Para evitar a dependência extrema dos oligopólios e dos monopólios. Em suma, com os leilões podem-se obter resultados mais eficientes de negociações. Os demandantes procuram este tipo de formato de negociação. Tendo mais empresas e concorrência, inicia-se o processo de "leilões", e o resultado, de forma objetiva, é uma tendência de baixa de preços das mercadorias e dos serviços.

Isso se percebeu em tempos de pandemia. Muitas pessoas empreenderam mais, e sendo assim, mais ofertas surgiram, principalmente no meio online. Acrescenta-se a isso mais ideias empreendedoras surgindo. Existem vários tipos de leilões. O mais famoso são as feiras livres, os brechós na praça, eventos como "brics" (aqui em Santa Maria, o da Vila Belga). De fato, um espaço democrático e de muita barganha nas negociações entre os ofertantes e consumidores. E, ainda, os tradicionais leilões de animais e imóveis. Ou os mais complexos, como o de carbono, que, aliás, foi o destaque no trabalho ganhador do Nobel. Sobre este leilão do carbono, será a grande tendência nos próximos anos, e poderá fazer com que tenhamos um desenvolvimento sustentável de longo prazo.

Enfim, o mundo concorrencial novamente voltou a ser a evidência. Como os autores concluíram: "Em consequência, conhecer o formato do leilão e as estratégias e as motivações envolvidas são questões fundamentais para os licitantes aumentarem suas chances de êxito." Os conluios, clubinhos, barreiras à entrada, restrições sanitárias, subsídios e etc, desfavorecem as liberdades negociais. A livre concorrência é o motor da dinâmica econômica. Viva a liberdade econômica, e viva a esses autores que trouxeram novamente um tema basilar para entendermos de como se desenvolve novos empreendedores e mercados, e como se faz bons negócios.

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alexandre reis


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