colunistas do impresso

Lições da pandemia e desafios do futuro

Dessa miscelânea, nascerá um novo normal e uma sociedade modificada

Estou vacinado com duas doses da Coronavac pelo critério da idade. Continuo seguindo as recomendações: não aglomerar, usar máscara, higiene nas mãos, álcool em gel. Nenhuma vacina garante total imunidade e a proteção torna-se maior somente à medida em que alto percentual da população seja imunizado. Nunca vacinas foram criadas em tão pouco tempo, dada a emergência universal da pandemia, recursos e conhecimentos utilizados. Isto quer dizer que a margem de incerteza é um pouco maior no caso das vacinas contra a Covid 19. Enquanto a doença não estiver reduzida, o melhor é seguir se cuidando mesmo vacinado e assim também evitar ser transmissor do vírus. Todos devemos nos vacinar quando possível: vacinado ainda tem pequeno risco, mas sem vacina o risco é enorme.

A prolongada epidemia causou reações psicossociais diversificadas e até antagônicas o que aguça a curiosidade sobre o chamado "novo normal" ou como serão as relações humanas e o mundo após a pandemia. Temos visto reações que vão do extremo do negacionismo ou comportamentos desafiadores a quaisquer medidas de prevenção, até condutas ditadas pelo pânico e atitudes histéricas. Posturas tão díspares preparam o terreno sociológico para décadas de debates e tendências contraditórias como heranças da pandemia.

Procuro ler e ouvir opiniões de estudiosos ou meros palpiteiros que nem este opinativo. Não terei a oportunidade de testemunhar efeitos de médio e longo prazos, a minha validade existencial está em fase de vencimento. Todavia, debruço-me sobre especulações ou análises com enorme preocupação, afinal temos filhos e netos para viver o mundo modificado pela experiência de uma pandemia como a nossa geração não suportara antes.

Tem quem veja o alvorecer de época solidária, talvez a Era de Aquário aguardada para este terceiro milênio e que amanheceria com as lições da pandemia. Exagerado otimismo, já que os seres humanos, suas instituições e organizações continuam condicionados pela disputa entre bem e mal, certo e errado, desde e para sempre.

A pandemia ensinou que a humanidade está irreversivelmente globalizada: o vírus aparece em cidade do Oriente e logo se espalha por toda a terra sem que alguma barreira pudesse evitá-lo. De outro lado, os estados nacionais assumiram papel relevante que alguns teóricos menosprezavam. As Nações têm sido mais significativas do que os organismos internacionais. Passaram os analistas a falar em globalização através de engrenagens e governanças nacionais. E mesmo a preocupação e o esforço supranacional de enfrentamento à epidemia não foram capazes de amortecer conflitos regionais, sejam os do Oriente Médio, o da China com Taiwan, em torno da Ucrânia, em Myanmar e outros.

Enfim, reunimos lições de solidariedade e disputas, de competência e inação, de heroísmo e descaso, de ciência e charlatanismo. Dessa miscelânea, nascerá um novo normal e uma sociedade modificada.

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