colunista do impresso

Juvelhecer

O juvelhecer preza a liberdade, o vigor e a celebração à vida - não importa se por dois, três ou 20 anos

Juvelhecer é envelhecer sem perder a juventude. Sem perder a energia de viver. É diferente de rejuvelhecer que significa envelhecer antes da hora, precocemente. Crescemos com a ideia de que esta não é uma boa fase de vida. Envelhecimento é associado à desgaste. Assemelha-se a um motor que quando novo, funciona muito bem. Com o passar do tempo, começa apresentar falhas. No início, consertos, depois retífica para aumentar a sobrevida. Esta visão fria e cruel contribui para o medo da chegada deste tempo e para o próprio preconceito.

A antropóloga Mirian Goldenberg conceitua a aversão aos velhos, como velhofobia. Ela amplia o conceito descrevendo-o também, como medo de envelhecer. Este pânico é desencadeado pela visão de peso que os velhos representam à sociedade.

A pandemia no Brasil mostrou este aspecto com muita força, bem mais do que na Europa, o Velho Continente. A velhofobia, afirma a antropóloga, é a condenação a uma "morte simbólica". Os discursos de ódio e de deboche vão do presidente da República às redes sociais. A ausência de empatia com os velhos e com o envelhecimento já foi assunto de uma de minhas crônicas. Lembrando: o envelhecer não exclui ninguém. As cirurgias plásticas driblam o tempo por um tempo, mas não por todo o tempo.

O medo do tempo é tamanho que, muitas vezes, são ignorados os riscos dos resultados. Quanto maior a resistência em aceitar, maiores são as dificuldades para manter a saúde mental e transformar o envelhecer em juvelhecer. Não se trata de negar a ação do tempo e o desgaste celular, se trata de manter a alegria de viver, o bom humor, a atividade e a motivação. Se trata, inclusive de lutar contra o preconceito. O tempo traz marcas físicas, mas sobretudo, traz sabedoria e libertação. O juvelhecer preza a liberdade, o vigor e a celebração à vida - não importa se por dois, três ou 20 anos.

Os anos 50 e 60 são conhecidos como os anos dourados. Foram marcados pela chegada da televisão ao Brasil, pílula anticoncepcional, viagens espaciais, surgimento do rock n' roll, guerra do Vietnã e tantos outros acontecimentos. Os movimentos contemporâneos para a valorização da mulher centrados na libertação, levaram a uma profunda transformação da sociedade como um todo.

A geração nascida sob essas mudanças e transformações tão marcantes, quebrou e continua quebrando paradigmas. O programa mensal "Idosinhas, uma ova!" que vai ao ar pela Rede Sina - plataforma digital de comunicação de Santa Maria, objetiva mostrar esta nova mulher que juvelhece com vigor, com paixão, com objetivos de vida, com liberdade, com vontade própria e que encara o tempo de frente, de peito aberto. Uma mulher que se nutre do néctar da sabedoria, do respeito, da valorização. Que vive intensa e plenamente e, que continua quebrando tabus.

Dia 20 de outubro acontecerá o segundo programa. Você é nosso convidado - Idosinhas, uma ova! Vem conosco falar de feminismo!

mais sobre:

marta tocchetto


fale conosco

redação
[email protected]
(55) 3213-7100
(55) 99136-2472
(WhatsApp)
Endereço
Faixa Nova de Camobi, 4.975, Bairro Camobi, CEP 97105-030, Santa Maria - RS

redes sociais
facebook
instagram
twitter
youtube

 


para assinar
(55) 3213-7272
diariosm.com.br/assinaturas

central do assinante
(55) 3213-7272
(55) 99139-5223
(WhatsApp, apenas falhas de entrega)
[email protected]
[email protected]
chat

para anunciar
(55) 3213-7187
(55) 3213-7190