colunista do impresso

Geração 4.0 e o vendedor de paçoca

Pessoas produtivas transformam o nosso meio social e econômico (...) O caminho é longo e desafiador

É de conhecimento de muitos que moram em nossa Santa Maria que nos últimos meses jovens garotos encontram-se nas esquinas das ruas de nossa cidade vendendo paçoca. Até aí, nenhum problema nisso. O detalhe é o motivo pelo qual esses jovens  estão fazendo isso. Refere-se a uma solicitação de dinheiro para que no futuro eles possam se tornar empresários. A placa é bem sugestiva e interessante: "estamos aqui vendendo paçoca porque queremos ser empresário...". Ora, a principio uma bela iniciativa não acham?

No entanto, o abismo entre a vontade e a realização é imenso. Mas, adentramos no assunto propriamente dito. Hoje, se sabe que para se montar um negócio e mantê-lo é uma tarefa que exige além de motivação e ambição, que, aliás, não falta aos meninos, muito conhecimento técnico de gestão e de planejamento financeiro. O modelo da moda de hoje e para o futuro, para fazer um negócio é o modelo de gestão 4.0. E o que seria isso? Será que esses "meninos" sabem o que é isso e as suas implicações? Tomara que sim, contudo caso não saibam não é o fim do mundo, mas digo, com toda certeza, que deverão se informar  caso queiram ser empresários bem sucedidos um dia.

O modelo 4.0 em síntese é: o termo "Indústria 4.0" teve origem de um projeto estratégico de alta tecnologia do governo alemão, que promove a informatização da manufatura." E mais: "A Indústria 4.0 facilita a visão e execução de 'fábricas inteligentes' com as suas estruturas modulares, os sistemas ciber-físicos monitoram os processos físicos, criam uma cópia virtual do mundo físico e tomam decisões descentralizadas." É uma verdadeira revolução no modo de produzir as coisas e também no modo de gerir.

Contudo, as virtudes desses jovens que buscam um espaço no meio empresarial merecem aplausos. Eles de fato possuem ambição e vontade de fazer. Embora, o caminho seja complexo e demorado. O essencial é conciliar o conhecimento com essa ambição e a vontade de fazer que estão mostrando. Fazendo uma analogia com o futebol, os bons times são aqueles que possuem os melhores atletas, jogadores produtivos. No conjunto da obra se tem os times vencedores. Ou seja, se juntar alta performance individual e talento com capacidade integrada de um bom modelo de gestão e estrutura tática de time, tem-se o melhor time. Assim, são os empresários eficientes. 

Dessa maneira, temos que sim buscar adaptar as novas tendências de gestão, como da geração 4.0, temos que ampliar e conscientizar a todos envolvidos que, neste processo, a produtividade é o cerne de tudo isso. Se o capital humano não for capaz de assimilar os processos modernos, o resultado para o futuro será devastador. 

Por fim, o caminho é longo e desafiador. Temos que desenvolver mais espaços e também multiplicar eventos, ações e a cultura dos negócios em nosso meio social. Não podemos ter medo de empreender e de ser empresários. As pessoas produtivas transformam o nosso meio social econômico. Fazendo o certo poderemos no futuro ter uma sociedade mais moderna, mais distributiva, justa e com uma menor desigualdade social. Basta fazermos tudo isso com muita equidade e eficiência econômica!


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