colunista do impresso

Descanse, sonhe e lute

Tente dialogar, sempre. Lembre-se que o silêncio também diz alguma coisa

Férias: tempo de descansar, desconectar, relaxar. Caminhar sem pensar em nada. Prestar atenção só no barulho do vento, no cheiro do mar, da serra ou do campo. Se não for possível, vale o aroma da sua casa arrumada, afinal, agora sobra tempo para colocar em ordem o que não conseguiu durante o ano todo. Caso não goste de uma pernada, vale se jogar em uma rede e dormir os três primeiros dias, sem parar. Quando o sono estiver em dia, que tal devorar o Netflix? Muitos filmes, séries e documentários que foram comentados e você nem sabia do que se tratava podem ser vistos agora. Valorize o cinema brasileiro. Está em cartaz o filme Minha mãe é uma peça 3, que é uma graça! Se entupa de pipoca, sorvete e chocolate. Esqueça a dieta e vá ser feliz. Tudo isso pode funcionar melhor do que um calmante.

Feche os olhos e sonhe com um mundo melhor. O que você gostaria nele? Paz, certamente. Pessoas conversando e respeitando a opinião alheia. Ah! Que beleza seria, ao andar pelas ruas, ver o sorriso estampado no rosto das pessoas. Todos, ao passarem uns pelos outros, desejando, ao menos, um bom dia. Nada de rugas na testa, olhares preocupados e pisadas tensas. Só leveza no ar. Ao cruzar pelo jornaleiro veríamos, em letras garrafais, as manchetes: Brasil não tem mais feminicídio, cadeias viraram escolas, diminuíram as doenças e todas as crianças estão vacinadas e protegidas. Preconceito? Não existiria mais.

As bolsas e mochilas, agora, possuiriam um compartimento para colocar o papel da bala, o copinho descartável e ninguém mais jogaria lixo nas ruas. Caso alguma impureza caísse, distraída no chão, instantaneamente seria recolhida pelo que vem atrás, sem xingar quem deixou cair. A buzina seria abolida dos carros, pois com tanta gentileza, viraria objeto em extinção. Racismo e LGBTfobia, o que teria sido isso? Certamente alguma coisa do tempo das cavernas.

Agora, abra os olhos e pense como esse contexto, que vivemos ainda hoje, poderia melhorar? Não basta sonhar, é preciso lutar para que nossos quereres aconteçam. Use as armas do bom debate, dos fundamentos inteligentes e, principalmente, da bondade. Sim, eu sei, algumas vezes não adiantam apenas os argumentos, mas sou totalmente contra armas reais, letais. Não diga, nem brincando, "que vontade de matar"! Tente dialogar, sempre. Lembre-se que o silêncio também diz alguma coisa.

Experimente entrar em uma turma que converse coisas boas. Esqueça os papos chatos de julgamento de comportamentos individuais. A moda está fora de moda. Hoje vestimos o que nos deixa à vontade, usamos roupas de brechó e estamos, aos poucos, nos tornando mais ecológicos. Em Santa Maria, existem muitos grupos bacanas de leituras, teatro e dança. Faça valer o nome que já fomos reconhecidos um dia: "cidade cultura".

Temos pessoas que se reúnem, para servir sopa para os moradores de rua e outros que cantam para os pacientes enquanto estão internados nos hospitais. Alguns se encontram pelos bares para se divertir, paquerar, namorar e sorrir. Se não se encaixa em nenhum desses, crie algum. Torne o mundo melhor, mais cheio de esperança e delicadeza.


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