colunistas do impresso

Como é difícil aceitar a democracia

Ninguém está legitimado a definir o que é melhor para os brasileiros

Nesses tempos de conflitos e disputas políticas, certas e muitas pessoas têm dificuldades de aceitar a democracia tal como ela deve ser compreendida. Querem que a "democracia" sirva a seus propósitos e para isso têm dificuldades de conviver com as adversidades.

Quem não concorda com seus propósitos transforma-se em inimigo e passa a ser tratado como quem deva ser fuzilado, eliminado. As redes sociais divulgam ideias de quem está provisoriamente no governo que não merecem a definição de democratas. Ameaças veladas de que "estão estirando a corda" e de que estamos no limite do suportável não são manifestações próprias da democracia. Esta pressupõe a convivência de adversidades próprias da democracia.

A vantagem desse sistema é exatamente a possibilidade de se discordar, respeitosamente, dos que pensam diferente e sempre sob o império da lei. O porta voz informal do governo para fins de mídias sociais, o delinquente, condenado com trânsito em julgado e cumprindo pena por corrupção (mensalão), Roberto Jeferson todos os dias sustenta que o presidente deve afastar os 11 ministros do STF e colocar os militares a governar o Brasil.

Os simpatizantes querem um golpe militar com Bolsonaro. Seria uma tomada de poder pelos generais comandados por um capitão. Isso, democraticamente, não se cansam de afirmar. Por que as pessoas resistem a uma convivência democrática e querem impor sua vontade que não corresponde, necessariamente, à vontade popular.

Sim, porque não elegemos um governo para essa prática. O discurso foi outro. As promessas bem diferentes. Parece que pretendem tutelar a vontade popular com o que acham que o povo deseja - um regime militar, totalitário, autoritário, que seja. Não é isso que queremos.

Lutamos muito para alcançar um regime democrático em que nos fosse possível escolher livremente aquele em, no momento, nos parecesse ser o melhor para nos governar, sempre com a possibilidade de, a cada quatro anos, definir pela continuidade ou mudança de direção do governo.

Democracia é isso, mas, acima de tudo, democracia é respeitar a opinião de quem pensa diferente, independentemente de suas posições ideológicas. Desinteressa se de direita, esquerda, centro, fascista, castrista, chavista, madurista, Kin Jong-um, Xi Jinping ou qualquer outra ideia. O que importa é que tenhamos respeito pelo que os outros pensam e livremente expressam, inclusive pelo voto.

Ninguém está legitimado a definir o que é melhor para os brasileiros. Nós é que, de forma livre, estamos legitimados a definir nosso futuro ainda que desagrade um ou outro. Assim é em todas as democracias do planeta. Mudam a orientação ideológica dos governos, sem traumas, sem ameaças/ou tentativas e a vida continua até a próxima escolha. Uma democracia não pode desmoralizar as instituições do Estado que são permanentes e não pertencem a um só homem. Deve preservá-las e lutar para que estejam sempre mais fortes porque assim mais forte será o Estado e maior será a garantia da democracia. Felizmente, algumas pessoas já entenderam isso; outras, entretanto, resistem em compreender.

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