colunista do impresso

Argumento

Os políticos, por essência, deveriam ser virtuosos para exercer a honra do cargo para o qual foram eleitos

Argumento (substantivo masculino): razão, raciocínio que conduz à indução ou dedução de algo ou a ideias para defender uma posição de forma lógica, racional. É quando são defendidos os porquês dos que têm os argumentos. Com eles, conseguimos justificar o injustificável, demonstrar possibilidades onde não existiam ou não existem, vender esperança para os desesperançados, construir sonhos ou solidificar ideias.

A argumentação é baseada nos conhecimentos, nas vivências (histórias) de cada um, nos objetivos que são traçados, no contexto histórico em que os argumentos são elaborados. Através de fortes argumentos a humanidade viveu duas grandes guerras. O poder do argumento é dado a alguns mais talentosos, estudiosos, bem preparados para o uso de vernáculo, mais espertos, e também aos que possuem melhores empresas de publicidade e propaganda. Ou seja, isso tudo é poder. Poder de vender sonhos, explicações e esclarecimento. Poder com o qual tudo é justificável, ou se encontra justificativa.

Qual é o limite de se argumentar sobre algo? Ou será que existem limites? A meu ver, o limite do argumento é o limite do autorrespeito, a quem o detém (o argumentador) e a quem o ouve, lê ou o representa. Enfim, não parece, mas até as argumentações mais audaciosas, mais ricas em adjetivos e pressupostos têm limites (ou deveriam ter). E o limite é o fato - simples, puro e transparente.

Vivemos um momento triste de pandemia mundial. Parece que, para alguns, o problema e as consequências advindos da pandemia são pequenos, então esse grupo cria mais dificuldades. É lamentável e lastimável a forma como tudo tem ocorrido neste nosso Brasil. Nossa dificuldade de produzir homens e mulheres que exerçam seus cargos políticos para o bem e pelo bem tem sido exposta a nível federal. Falo a nível federal, pois a nível local e estadual não vejo esse despreparo e postura inadequados para o cargo que exercem. Espero que essas atitudes sensatas se mantenham na campanha eleitoral municipal que em breve começa, e que sejam argumentados e discutidos projetos, propostas, caminhos de melhorias.

Temos problemas, inclusive os mais simples: as boas e velhas regras universais de educação, em especial no que se referem a palavras de baixo calão e palavrões. Há princípios que não podem ser quebrados e esse é um deles. E vou argumentar de forma simples: é um consenso universal a importância do respeito ao outro, independentemente de quem ele seja. Tem uma frase que adoro e uso: "não é o que se diz, mas como se diz". Argumentar de forma certa e virtuosa é uma dificuldade clara do nosso ex-presidente e do nosso atual presidente.

Os políticos, por essência, deveriam ser virtuosos para exercer a honra do cargo para o qual foram eleitos, e educados para seguir o ritual que o cargo traz consigo. Enfim, falta educação básica a alguns líderes do Brasil, além de respeito à dor dos outros. Precisamos parar de brigas ideológicas, pois temos problemas graves, e para encontrarmos uma solução precisamos colocar na mesa argumentos e torná-los projetos para melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. Vamos parar de ser belicosos.


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