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opinião

A vida como ela é

12 Março 2018 13:42:00

Difícil de compreender é como crianças inocentes têm suas vidas interrompidas



Às vezes, nos pegamos pensando em como é difícil entender a vida. Humana, especialmente. Sabemos que é transitória. Ninguém é eterno. Estamos muito distantes de conseguir a eternidade, ainda que a ciência tenha se ocupado disso diuturnamente. Mas o difícil é compreender certos fatos que não são naturais; são, por assim dizer, acidentais. Fatos que interrompem o curso do tempo de vida, inesperadamente, e sem que a pessoa tenha contribuído para isso.

O exemplo mais próximo disso, foi a morte de um pai exemplar, trabalhador correto, de uma vida inteira dedicada à família e estimado por todos que o conheciam como garçom, pelos vários locais onde trabalhou. Sem esperar, sem estar preparado para isso, sem desejar esse fim, um jovem - vítima do flagelo das drogas, ao que se sabe - ceifou a sua vida e a de um filho, ainda adolescente, além de ter provocado lesões corporais em outro jovem que, felizmente, sobreviveu à tragédia. Como é difícil entender como uma pessoa, mesmo transtornada, dominada pelas drogas, tenha uma atitude selvagem. Eu sei que são comuns esses fatos, especialmente nos Estados Unidos, onde seguidamente acontecem, nem sempre por drogas; às vezes, por transtornos neurológicos. Mesmo assim, como é difícil entender a vida sendo ceifada dessa forma.

Mais difícil ainda é a interrupção da vida por atos de governos: ou porque impõem guerras desumanas em busca de satisfação imperialista ou mesmo por vaidade;, ou porque matam pela fome decorrente do abandono completo; não têm como se alimentar, pela escassez e não podem migrar, salvo poucas exceções. É difícil entender, mas sempre foi assim. É um defeito do homo sapiens sapiens (denominação científica do homem moderno que identifica a espécie mais evoluída dos primatas hominídeos). A interrupção do curso da vida por meio natural, ou seja, pela falência de um ou vários órgãos, provocada por manifestações patológicas que se apresentam em nosso organismo, ainda que também não se compreenda, aceita-se mais naturalmente. A ciência busca incessantemente uma forma de evitar a finitude da vida. Já se avançou muito, tanto que a idade média da população cresce a cada período, mas ainda é distante evitar que a vida finde. Difícil de compreender, por outro lado, é como crianças inocentes têm suas vidas interrompidas. Pessoas boas e que só fazem o bem, e que para nós são eternas, nos deixam. Haverá um dia em que evoluiremos para que as vidas tenham uma outra forma melhor de findar, e nosso fim será mais justo e merecido.

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