colunista do impresso

A tecnologia a favor da segurança pública

É um absurdo que, em uma época onde a tecnologia é a maior arma, nos neguemos a contribuir com as forças policias

Todos sabemos que a segurança pública é um direito de todos. O que muitas vezes é ignorado por uma grande parcela da população é que ela também é uma responsabilidade de todos, conforme prevê a nossa Constituição Federal, no seu Artigo 144. É lógico que investimentos em efetivo policial, em treinamento das forças de segurança, em viaturas, em equipamentos bélicos etc., são essenciais no combate à violência, no entanto o que parece estar esquecido pelas massas e mesmo pelo próprio Estado, é que a prevenção é sempre a melhor alternativa.

Por certo boa parte dessa (ausência de) prevenção vem da estrutura social instituída pelo próprio Estado, no entanto não podemos deixar de referenciar a responsabilidade da sociedade civil. A necessidade de mudança de postura é evidente. A concepção de que ficar em silêncio, não intervir em qualquer investigação policial ou mesmo não auxiliar as forças policiais com eventuais provas para "não se incomodar" é um comodismo do qual todos temos que abrir mão, em prol do bem comum.

Tenho absoluta convicção de que a grande maioria de vocês leitores já disse ou ao menos já ouviu alguém dizer que testemunhou alguma atitude criminosa, ou até que possui eventuais provas, mas que não vai voluntariamente informar isso às autoridades, para "não se incomodar". A intensidade e espontaneidade que abundam quando criticamos o poder público pelas suas omissões, falta-nos quando quem também tem a responsabilidade somos nós mesmos. Eu mesma fui alvo dessa omissão quando, em determinada oportunidade em que fui vítima em um acidente de trânsito em face de um "racha" que dois rapazes realizam em minha rua, não consegui um único voluntário para testemunhar a meu favor, embora várias pessoas tenham visualizado o ocorrido.

É um absurdo que, em uma época onde a tecnologia é a maior arma que já possuímos desde sempre, onde temos dioturnamente uma filmadora em mãos (celular) ou mesmo um sofisticado e moderno sistema de vigilância em nossas residências, constantemente nos neguemos a contribuir livremente com as forças policias por mero egoísmo: porque não queremos dispensar nosso tempo e nossa energia em prol da sociedade como um todo. E esclareço que, aqui, uso a terceira pessoa do plural apenas para me identificar como um ser inserido nessa mesma sociedade, porque não pactuo com esse comportamento que considero temeroso e egoísta.

Talvez no dia em que as pessoas que se omitem forem vítimas de um crime, elas entendam a importância da contribuição da sociedade na elucidação (e mesmo na prevenção) de qualquer ilícito, seja ele meramente patrimonial, seja ele de maior relevância social. Até lá, merecem aplausos iniciativas como a da Prefeitura Municipal de Santiago que logrou êxito na aprovação de projeto de lei que concede descontos no IPTU para quem fornece imagens captadas por seus sistemas de vigilância para as forças se segurança pública. Se a consciência popular não vem sozinha, vamos incentivá-la.


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