colunistas do impresso

A Páscoa passou - e agora?

Espero que, nesta Pós Páscoa, a paz e o amor invada o mundo, transforme a vida pandêmica, e torne o fiel um verdadeiro cristão

A Páscoa passou, e agora? As pessoas tratarão este tempo como um fato qualquer, se comportarão como nos outros pós-eventos da vida? Como depois do Natal, de um casamento, da festa da igreja ou de formatura, ou como quando fazem aniversário, a festa termina numa bagunça e juram nunca mais fazer outra, mas no ano seguinte esquecem e fazem? Nas igrejas será diferente? Como agirão os fiéis agora que a Páscoa passou?

Um estudo ecumênico, feito com 1500 cristãos, mostrou que 58% deles, se tivesse que ir à igreja uma vez por ano, iria no domingo de Páscoa, mas não iria nos domingos seguintes. A questão é: Como será vivida a pós Páscoa? Será como a festa de aniversário que quando termina não desejam fazer outra?

No Domingo de Páscoa, em que pese as regras da bandeira preta, as igrejas lotaram. Será que continuarão cheias durante o ano? Os crentes terão coragem de seguir a Bíblia mostrando que depois da Páscoa, Jesus ressuscitado acertou a vida dos discípulos e apareceu aos 2 cabisbaixos voltando para Emaús como voltam para casa os que não deram certo noutro lugar? Como apareceu no mar de Tiberíades da Galileia onde Pedro e os discípulos antes pescavam peixes agora pescam homens? Jesus ainda apareceu por mais de 40 dias aliviando culpas, restaurando expectativas, tratando dores.

O tempo depois da ressurreição não é para largar o sonho. A Páscoa é terapêutica! Para o devoto Jesus está vivo e prepara uma vida nova, desde que a pessoa esteja disposta a assumir esta vida.

A Páscoa foi celebrada, Cristo restaurou a humanidade. Será que os cristãos sentem isto ou continuarão apáticos; carregando culpas; mágoas; sem diálogo; preconceituosos; fofoqueiros; desapegados de Deus, das pessoas, e da natureza; longe da oração; sem partilhar?

E agora? Este domingo pós Páscoa será tratado como festa acabada? Assim cabe rezar e torcer para que Jesus continue trabalhando pelo rancoroso, pelos caos familiar, ou pelo que carrega o coração seco. A ressurreição não foi para marcar o calendário, mas para perdoar o pecado, dar vida nova, aquecer a vida. Segundo Ezequiel foi para tirar o coração de pedra e dar o coração de carne. O Ressuscitado focou no coração das pessoas, tratou a dor, afastou medo, deu expectativa.

O Papa Francisco, na Sexta-Feira Santa disse que com a cruz não se negocia, mesmo que nela tenha algo que não se entende, é possível sentir que representa força, vitória, e que Deus atende aos pedidos de ajuda para carregar a cruz da vida. Ele sempre dá o que lhe pedem, mas segundo seu modo de ver. Espero que nesta Pós Páscoa a paz e o amor invada o mundo, transforme a vida pandêmica, e torne o fiel um verdadeiro cristão.

Caro leitor, acreditas que é possível viver o pós Páscoa crendo na vida nova, no poder da ressurreição, e que o túmulo vazio nos reorganizou?

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