opinião

Vereadores, a fome não entra em recesso

Colunista comenta sobre projeto que não saiu do papel e que pretende criar uma renda emergencial

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A coluna, neste espaço aqui, já tratou de algo que é de extrema importância a uma parcela da sociedade santa-mariense: a viabilidade de um auxílio emergencial para quem padece em tempos de pandemia. A iniciativa, capitaneada pela vereadora Marina Callegaro (PT) é, sem dúvida alguma, o tema mais importante do Legislativo local. Não que os demais projetos não sejam relevantes (bem pelo contrário), mas este tem um apelo de humanidade e, igualmente, de dignidade.

Ainda no começo da legislatura, a estreante mostrou que, sim, a exemplos de outros municípios brasileiros seria possível emplacar tal iniciativa por aqui. A partir daí, a advogada traçou um mapeamento que aprontasse os caminhos para replicar a necessidade de se ajudar quem hoje está _ muitas vezes, vacinado _ mas desguarnecido de emprego, renda e comida.

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Ao apontar os caminhos, que passam por ajustes financeiros envolvendo Legislativo e Executivo, Marina, primeiro, mostrou aos colegas que a ideia dela era executável. A materialização foi comprovada de forma robusta e indiscutível. 

Depois, na sequência, ela buscou o prefeito Jorge Pozzobom (PSDB, na foto acima), que após ouvir a petista e ver os apontamentos feitos por ela, reconheceu que Santa Maria pode fazer mais por seus conterrâneos neste momento.

EMPATIA

Em uma época que se evoca tanto a palavra empatia, a Câmara deu de ombros ao apelo da parlamentar Marina que, inúmeras vezes, foi à Tribuna pedir mobilização aos colegas. Nesta súplica, não faltaram acenos, palavras de apoio e elogios ao protagonismo dela. Mas, de concreto, nada mais. Veio o recesso parlamentar, e o projeto foi esquecido. Para alguns vereadores, a fome acompanhou a pausa do Legislativo.

O segundo semestre veio, os auxílios emergenciais _ tanto o dos governos federal quanto do estadual _ estão sendo pagos. Logo ali adiante não haverá mais ajuda financeira de nenhum lado. E fica a pergunta: o que a Câmara de Vereadores de Santa Maria aguarda para fazer a sua parte? Já se fala até mesmo que o prefeito Jorge Pozzobom teria cogitado, dada a morosidade do Legislativo, de a prefeitura colocar tal iniciativa em pé. 

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Espera-se que alguém faça algo e o quanto antes. São dois os caminhos de a matéria ser analisada. Uma, seria a votação. No entanto, ela não é necessariamente obrigatória. Contudo, é possível, com o entendimento da Mesa Diretora, dar celeridade a essa etapa. Ou seja, o Legislativo se compromete com o Executivo municipal que não utilizará todo o valor previsto dentro do orçamento da Casa. 

Para este ano, a Câmara tem R$ 27 milhões para custear as atividades da Casa. O que teria ocorrido, dentro do duodécimo, é que a Câmara teria sinalizado que abriria mão de R$ 5 milhões para colocar o auxílio emergencial em prática. 

Ainda antes do recesso parlamentar, os 20 vereadores assinaram um documento do programa proposto por Marina Callegaro. A coluna apurou que a prefeitura está, inclusive, com uma minuta pronta para executar a iniciativa.


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