marcelo martins

Prefeito de Santiago abre mão de 20% do salário para investir na saúde

Decreto permite ainda que vice, secretários de município e procurador doem o mesmo percentual

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Num cenário em que todos os setores estão fazendo esforços para se adequar frente às adversidades e dificuldades que a Covid-19 impôs à sociedade, vem de Santiago um exemplo prático de que a política também faz sua parte quando quer.

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O jovem prefeito Tiago Gorski Lacerda (Progressistas) lançou mão de um decreto que permite com que ele, o vice, o procurador, o chefe de gabinete e secretários doem até 20% do salário. Não se trata de uma obrigação. Mas o prefeito fez com que todos eles assinassem um termo de doação de parte dos vencimentos. 

VALIDADE
A medida tem, inicialmente, validade de dois meses. Mas Gorski adianta que, dada à gravidade, há a possibilidade de que o prazo seja postergado bem como o percentual aumentado. Com os descontos dos 13 servidores, haverá uma economia de R$ 60 mil neste período. O recurso será revertido integralmente para as demandas de saúde e de assistência social.

Até o momento, o efeito econômico da Covid em Santa Maria já fez com que o município, de 50 mil habitantes, tenha perdido, ao menos, R$ 9 milhões junto à arrecadação. O que torna, por enquanto, distante a meta de atingir o orçamento de R$ 165 milhões, previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA). 

A situação de Santiago já não era das melhores que foi fortemente impactada pela estiagem. A severa seca deixou um estrago que sai do campo e atinge toda a cidade, uma vez que o impacto econômico da falta de chuva é de R$ 178 milhões. Ou seja, é um dinheiro que deixa de circular em toda a economia. Deste valor, R$ 133,9 milhões foram perdidos apenas com a soja.

PLANEJAMENTO
Onde há margem legal para promover cortes, o prefeito tem atuado. Até porque a prioridade é assegurar o pagamento em dia dos salários dos 1,3 mil servidores da ativa e da inativa, o que consome R$ 3 milhões mensais do poder público. Assim, já foram suspensos os contratos emergenciais, demandas com empresas terceirizadas e também a contratação de professores aprovados em concursos. 


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