opinião

Pozzobom quer ser popular com o restaurante

Colunista comenta como a gestão tucana buscará ganhar politicamente com a reabertura do Restaurante Popular

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Restaurante Popular Dom Ivo Lorscheiter reabriu nesta segunda-feira ao oferecer refeições a R$ 3.

Uma história de mais de 10 anos, tendo quase quatro deles de desativação e de inoperância. Assim, de forma cronológica, pode-se definir a situação do Restaurante Popular Dom Ivo Lorscheiter, que reabriu as portas nesta segunda-feira. O local fechou em março de 2016. E, de lá para cá, muita coisa aconteceu: necessidade de conserto das panelas industriais, reparo no telhado e, ainda, a obtenção das licenças e documentos junto ao Corpo de Bombeiros.

Uma situação que se iniciou, ainda na gestão Schirmer (MDB) e que se estendeu, até aqui, no governo Pozzobom (PSDB). Um episódio que constrangeu a todos e, principalmente, ocasionou um prejuízo social à população carente e trabalhadora que tinha, até então, no Restaurante Popular, um porto-seguro de um prato nutritivo e de valor acessível. 

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Agora, nesta segunda-feira, o local foi reaberto após inúmeros prazos e promessas da gestão tucana que, até então, insistiam em não se concretizar. Entraves e burocracia interna dentro da prefeitura que engessam a resolução de problemas simples e que, se agigantam, em situações mais complexas. Foi esse o mote das falas do prefeito Pozzobom e do secretário de Desenvolvimento Social, João Chaves. Um mea-culpa importante. Até porque é de praxe, entre políticos, dourar a pílula e vender peças de ficção que passam longe da realidade dos fatos. 

Independentemente da demora, que existiu, o ganho até aqui é colocado na conta do secretário João Chaves. Foi ele que, neste período, fez da reabertura a prioridade número 1 da pasta. A missão, dada por ele mesmo, tem um pouco da própria história: quando criança, passou fome, disse no ato. Talvez por ser o secretário mais "chão de fábrica", João Chaves sempre se fez presente no Restaurante Popular e buscou empresas que quisessem dar cabo aos problemas do local.

Foi incansável e, bem provável, que o local apenas não tenha sido reaberto antes, por que a gestão tucana colocou no comando da pasta, durante um breve período, a vereadora pastora Lorena (PSDB), que desconhecia os meandros da máquina pública e teve em uma passagem, no mínimo, discreta pelo Executivo municipal. Sendo, depois, substituída por Chaves.  

Político filiado ao PSDB, vereador e ex-líder do governo Pozzobom no Legislativo, João Chaves foi chamado para ser secretário de Pozzobom e se mostra, até aqui, um dos nomes mais acertados e com desempenho efetivo dado à sociedade.

É claro que o ninho tucano hoje está em festa. Até porque a reabertura do Restaurante Popular é a chance de aumentar o capital político e eleitoral em meio a um nicho que não é o chão deles: o dos pobres.


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