marcelo martins

O preço que Pozzobom paga por não ter articulação política

Colunista fala da falta de uma base sólida do prefeito dentro da Câmara

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Foto: Ariéli Ziegler (Divulgação/PMSM)

A denúncia que prosperou, dentro da Câmara de Vereadores, e que trata acerca das nomeações técnicas junto à Guarda Municipal poderia sequer ter passado da porta de entrada do Legislativo. Isso, claro, se o Executivo municipal tivesse algo que não consegue exercer: interlocução e diálogo com o Legislativo. A administração Jorge Pozzobom (PSDB) não tem hoje quem faça e, mais, quem mantenha um canal de comunicação junto à Casa do Povo.  

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Pozzobom, que já esteve dentro da Câmara na condição de vereador, deveria ter atentado para isso com mais zelo. O fato é que o Executivo tem um problema que começou pequeno e tomou proporções gigantescas.

O Executivo municipal tinha esse canal e esse diálogo quando Paulo Airton Denardin (Progressistas) estava à frente da Assessoria Superior de Relações Legislativas. Após a saída do progressista, que foi trabalhar com o deputado federal Pedro Westphalen, abriu-se um vácuo.

Neste meio tempo, a interlocução coube ao então líder do governo na Casa, o vereador Cezar Gehm (MDB). Porém, com a saída dele,"ficaram só os zagueiros", como definiu um vereador à coluna. Ou seja, sobra pontapé e falta o chamado "meio de campo", segundo essa mesma fonte.

Os vereadores, obviamente que a maioria da oposição, nunca esconderam o desconforto pelo fato de não terem trânsito livre com o tucano. A isso, soma-se o fato de, recentemente, alguns CCs terem iniciado uma incursão nas redes sociais contra boa parte dos mandatários oposicionistas. Com esta combinação, Pozzobom e seus aliados possibilitaram o surgimento da tempestade perfeita. 

RECLUSO
Pozzobom, contam interlocutores, ficou fechado ao sétimo andar e, não tendo mais quem fizesse as pontes necessárias, abriu margem para que o Legislativo, na primeira oportunidade, ao ter em mãos algo contra o tucano, fizesse o previsível: colocar o pescoço de Pozzobom na guilhotina.

Agora, caberá ao Legislativo, que tem autonomia e legitimidade, decidir o que será de Pozzobom. O fato é que nada disso teria surgido se não fosse a falta de habilidade e de traquejo dos tucanos na interlocução com os vereadores. Até porque, na vida, tudo é trato. E o prefeito ficou "marcado na paleta".   


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