ajuda humanitária

O oxigênio gaúcho à dolorosa asfixia de Manaus

Como os governos estadual e municipal preparam rede de recebimento de pacientes com Covid-19

A partir de amanhã, o Rio Grande do Sul passa a ser um Estado-leito a brasileiros que, assim como nós, sofrem com a pandemia da Covid-19. Aqui, na ponta do extremo sul de um Brasil continental, receberemos 36 pacientes com coronavírus em decorrência do colapso na capacidade hospitalar de Manaus, capital do Amazonas. Metade deles, ao menos, virá para Santa Maria, após uma construção articulada entre os governos federal, estadual e municipal.

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O governador Eduardo Leite (PSDB) sinalizou que a rede assistencial de saúde pública do Estado estava à disposição para receber pacientes de Manaus. A situação vinha, desde então, sendo tratada pelo Piratini. As imagens que correm o país (foto), desde o mês passado, são de uma Manaus com insuficiência de oxigênio, pacientes sendo transferidos para outros Estados, cemitérios sem vagas para sepultar os mortos, e tentativas, até aqui infrutíferas, como toque de recolher noturno para frear o avanço da pandemia.

Ao virar o epicentro do novo coronavírus no Brasil, os moradores de Manaus estão tendo de conviver com o imponderável: a combinação mortífera de demora de uma pronta-resposta da União, que foi ausente e negligente, agravada às denúncias de corrupção do governo estadual. Da parte da União, tivemos falas repetidas de negacionismo à medida que o avanço da pandemia em Manaus acumulava o empilhamento de mortos. Já o Executivo estadual, além de inoperante e leniente, acumula denúncias de corrupção. A tragédia manauara é, ainda, derivada de uma outra situação ainda mais assustadora e impactante de um Brasil terraplanista: parte de uma sociedade, respaldada pela fala do chefe da nação, que dá de ombros à ciência.

A pandemia ainda evidenciou um outro vírus incubado dentro dos gabinetes de políticos com mandatos: a falta de gestores sérios e éticos que saibam ter zelo com a coisa pública e, neste momento dramático, de respeito e cuidado com a vida dos brasileiros. Tanto Leite quanto Pozzobom fazem uma administração pública, até aqui, pautada pelo compromisso com a vida.

Se mesmo assim, alguém acha que não é certo ou, o que é pior, é jogada de marketing, Pozzobom e Leite estarem colocando o Rio Grande do Sul à disposição ao drama de Manaus, vale lembrar o relato e as cenas dos médicos de lá. Eles têm feito a ventilação mecânica de pacientes frente à falta de oxigênio. E como esse é o último ato (de desespero) na tentativa de salvar vidas, é feita a aplicação de morfina.


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