marcelo martins

O maior desafio da história da cidade exige capacidade de repensar a sociedade

Em 162 anos, município está, pela primeira vez, frente a uma tarefa que exigirá doação de todos

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Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)

Neste domingo, o quinto maior município do Rio Grande do Sul completa 162 anos. Em meio a um noticiário caótico e devastador com manchetes que nos deixam quase sem fôlego, não podemos ignorar a realidade dos fatos, que, até o momento, é uma só: estamos frente a uma crise sanitária com reflexos imprevisíveis na saúde e com consequências devastadoras na economia.

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Fechamos a semana que passou com a primeira morte por Covid-19 em Santa Maria e, para completar, temos ainda uma explosão de casos de dengue na cidade. O desafio de Santa Maria, assim como de toda a sociedade brasileira e mundial, está no que até então era algo longe dos planos de todos nós: a necessidade urgente e real de repensarmos a sociedade atual.

Santa Maria que, até então, sempre falava a pleno pulmões que tinha "gordura para queimar" em época de crise - numa referência à "indústria do contracheque" -, vê, nesta pandemia, sua base econômica ruir de uma forma muito veloz.  

REINVENÇÃO
Por tudo isso, velhos paradigmas, conceitos defasados e práticas arcaicas já não serão possíveis de serem sustentados ou de serem aplicados no pós-Covid.

As alternativas e os caminhos para serem percorridos desde agora até o fim da pandemia, que não se encerrará neste ou no próximo ano, exigem capacidade de planejamento e, principalmente, de respostas assertivas. 

Do ponto de vista da saúde (pública e privada), o município tem conseguido aplainar a curva de transmissão, o que nos possibilitou ganhar tempo com fluxos organizados com o trabalho dos Executivos estadual e municipal. 

PAPEL DA POLÍTICA
Igualmente importante é a corrida eleitoral para a prefeitura. Até porque os caminhos para sair de uma crise passam também por novos arranjos políticos, uma vez que essas construções precisam observar a questão política (e não partidária). Esperamos que os pré-candidatos sejam capazes de construir consensos (o que não se traduz em unanimidades) para que o município supere o mais rápido possível essa crise.

Desafios operacionais e de ordem econômica e política darão o tom de quem for conduzir Santa Maria a partir de 1º de janeiro de 2021. Não caberá mais velhas práticas: loteamento de cargos públicos, o compadrio, a nomeação de incapazes para estar à frente da máquina pública ou a miopia de vereadores que só conseguem ver o "quanto pior, melhor". Nem precisamos que o próximo prefeito pregue "terra arrasada", ao desfazer o que os demais fizeram pelo município.

Tudo isso, entretanto, precisa e deve começar a ser feito a partir de agora. Nessa nova relação, que urge um entendimento para ontem, precisamos orquestrar uma sociedade em que tudo passe a observar a solidariedade, a colaboração, a empatia, a entrega de resultados e o profissionalismo na gestão pública e, principalmente, a liberdade de empreender. Para que essa engrenagem dê certo, precisamos ter noção do papel de cada um nesta empreitada.

A nossa recuperação passa pelo engajamento de todos e para todos. Até porque a herança dessa pandemia é que não voltaremos ao que éramos antes.


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