opinião

O aniversário que Santa Maria não terá, mas outros virão com esperança

Confira a coluna de Marcelo Martins desta segunda-feira

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Hoje, Santa Maria completa 163 anos, e o que o município não tem, neste momento, é saúde e uma economia pujante. A cidade encravada geograficamente no centro do Rio Grande do Sul, já esteve no epicentro das atenções do país e do mundo, quando a tragédia da boate Kiss levou prematuramente as chances de um futuro mais promissor para 242 jovens, que depositaram aqui os sonhos de construir uma vida pessoal e profissional. Tudo, em poucos minutos, desfeito quando uma nuvem escura de fuligem, envolta de descaso das autoridades públicas e de ganância dos donos da boate, tragou abruptamente o que há de mais caro a uma sociedade: a certeza de uma geração que poderia pavimentar um futuro melhor a todos.

O que a população pensa de Santa Maria

Agora, estamos, novamente, frente a uma tragédia. Desta vez, em escala global, que inseriu Santa Maria na mortandade promovida pela pandemia da Covid-19. Temos, por enquanto, mais de seis centenas de pessoas mortas pelo vírus, que não vê distinção entre aqueles que tentam, equivocada e erroneamente, polarizar uma discussão que deveria ser vista de uma forma bem clara: não há "nós" ou "eles". Estamos, todos, à mercê de uma doença que, logo ali adiante, irá chegar à marca brutal de 500 mil brasileiros mortos.

Ainda assim, o mês de janeiro, tão emblemático pela "carga" da Kiss, trouxe este ano para Santa Maria um insumo em falta: a esperança. À medida, que a vacina foi iniciada e que se avança em direção à imunização de grupos prioritários, aumentam as chances de chegarmos ao percentual de 70% a 80% da população protegida - o que, conforme especialistas em saúde, é uma garantia de sairmos desse pesadelo. A OMS estima que com, ao menos, 70% da população vacinada atingiremos a chamada imunidade de rebanho.

VÍDEO: 163 símbolos para homenagear Santa Maria

Essa proteção, tão desejada por todos nós, seria a chave para termos o retorno a uma nova normalidade. A premissa é simples: quando uma porcentagem suficiente da população é imune ao vírus, cria-se uma barreira de proteção que protege do vírus o resto. É o que esperamos. Santa Maria, por meio de um esforço coletivo que mescla organização e articulação do poder público local com ações voluntárias de cursos de saúde das instituições de Ensino Superior, dá esperança à população de que o 2021 pode, sim, não ser uma reprise do 2020.

SERENIDADE

Para que Santa Maria cumpra de forma menos traumática esse 2021, precisamos somar esforços e, dentro do possível, construir consensos. O que em nada tem a ver com a busca de unanimidade. Articulação, por exemplo, entre os poderes constituídos para que o melhor para a sociedade seja traçado e atingido.

O teste de fogo à oposição e aos governistas

Este ano não cabe politicagem. Serenidade e responsabilidade devem orbitar o mesmo mundo. A economia, tão penalizada, precisa voltar. Não se trata de promover um "libera geral". Mas, sim, de fazer com que as forças produtivas, que carregam o Estado (no sentido latu sensu), possam produzir, empregar e gerar receita. 

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