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Após 10 anos de idas e vindas e muito constrangimento, Bombril será entregue

Colunista fala sobre a demora na reabertura do espaço cultural

Espaço cultural foi, ao longo dos anos, alvo de depredação e de vandalismo
Foto: Renan Mattos (Diário)
 

Um dos exemplos mais emblemáticos de ineficiência e do quão improdutivo e nocivo pode ser o poder público - que faz do dinheiro proveniente dos tributos um cheque em branco - é o Centro de Atividades Múltiplas José Garibaldi Pogetti, o Bombril. O espaço está, desde 2010, no radar de recuperação por parte do Executivo municipal. Desde a interdição, que ocorreu naquele ano, se tinha um prazo definido: um ano para a recuperação do espaço vandalizado por marginais. Traduzindo: era para, em 2011, o local estar a pleno funcionamento. O que nunca aconteceu. De lá para cá, o enredo se desdobrou em justificativas para tamanha demora, abandono da obra por parte da empresa, depredação, vandalismo e incapacidade de quem está à frente do comando da cidade de dar cabo ao problema.

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Mas o prazo foi se estendendo e se tornou uma bola de neve. Neste caso, um acumulado de desperdício de verba pública. Isso porque uma obra iniciada e, depois, interrompida, se torna mais cara e requer que certas frentes de trabalho tenham de ser refeitas por deterioração, entre outras situações típicas em cenários de abandono. Ou seja, o dinheiro do contribuinte é jogado fora duplamente. E tão ou mais grave é que essa verba deixa de ser empregada em outras áreas. É um acumulado desastroso em que a vítima é a sociedade, permanentemente refém da ineficiência dos mandatários. 

Porém, como diz o ditado, não há mal que dure para sempre. E o espaço cultural, ao que tudo indica agora, será inaugurado. E mais do que isso, ele poderá ser utilizado para o seu real objetivo, que é a promoção da cultura - tão ausente e negligenciada ultimamente em solo santa-mariense.

A gestão municipal acena para a primeira semana de agosto o desfecho dessa longa história. Algo que se deve comemorar (mas não de forma efusiva). Até porque uma obra - que não se trata de nenhuma reengenharia ou de uma construção de um mega empreendimento - levar nove anos para ser recuperada e ainda passar por duas administrações para ser concluída é, no mínimo, constrangedor. É de deixar ruborizado quem ainda tem capacidade de fazer sinapses.  

Se houver respeito ao dinheiro público, não se fará nenhum corte de fita, cerimonial ou falas de autoelogio. Pelo contrário. O correto é que se deixe os atores e promotores culturais serem os protagonistas desse momento a partir da entrega oficial. Nem tudo é palco, a não ser o cultural. neste caso. Por vezes, é bom ter discernimento e noção. Essa é uma obra que deveria ser tida como exemplo de como não se deve proceder com o dinheiro público.


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