eleições 2020

A velha política: não se pode salvar o que já está morto

A disputa à prefeitura traz algumas práticas antigas e desesperadas, de tudo prometer

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O que é a velha política? Volta e meia, essa expressão vem à tona e, principalmente, em época eleitoral. Os discursos extremistas sempre devem ser vistos sob a lupa da desconfiança. Posições radicais, venham do lado que for, devem ser encaradas com a realidade dos fatos. Nada é estanque. Velho é crer que, na política, como em qualquer área da sociedade, as coisas são imutáveis. Ou, pior, que podem ser medidas pela própria régua, e que essa metragem deve ser vista como uma espécie de ISO de qualidade. 

Não se pode ter um apego a práticas e receituários defasados. A verdade é que o sistema político vigente acabou. E isso não poupou nenhuma sigla.

Ainda assim, vemos, a cada pleito (seja à presidência, Estado e município), as mesmas siglas e os mesmos problemas. Ou seja, partidos - da esquerda, da direita e do centro (que atende, não raro, pelo codinome de "centrão") - sendo verdadeiros incubadoras de práticas criminosas (seja no âmbito administrativo ou eleitoral).

ENTRETANTO...
Uma eleição municipal é sempre diferente. Como diz o ditado, e extremamente apropriado, essa "é a eleição que realmente importa". Até porque é na cidade que a vida acontece.

Os partidos, aos quais pertencem os seis postulantes à prefeitura de Santa Maria, estão corroídos por um passado de práticas nada republicanas. Refundar siglas - com novos nomes ou, até mesmo, com nomenclaturas antigas e repaginadas - é uma tentativa de má-fé de enganar o eleitor.  

O futuro exige novos hábitos e, principalmente, a busca por novas posturas e práticas. Se há margem para uma transição e a busca por uma "nova política", ela passa necessária e obrigatoriamente por trazer cidadãos qualificados e comprometidos com a coisa pública. Abominar a classe política e, até mesmo, aqueles que estão há muito tempo nela, é jogar para a torcida. Não é problema um político estar há muito tempo ocupando cargos públicos (sejam eles eletivos ou não). Equilíbrio é a chave.

O problema é não ter nenhum legado de contribuições à sociedade. Como em tudo na vida, a dedicação é o fiel da balança e é o que que assegura o melhor resultado seja na área que for.

POR AQUI...
O que se vê são candidatos comprometidos e preocupados com Santa Maria. Entretanto, nem tudo é meritório. Até porque, na política, não há abnegados e altruístas. Mesmo assim, é possível verificar, nos programas de rádio e TV, que alguns, na tentativa de garantir vaga no segundo turno, começam a prometer o paraíso na Terra. Espera-se que esses acordem para os absurdos que começam a ventilar, ou então, que fiquem pelo caminho. 

Tudo passa por sabermos o que os nossos ouvidos querem: discursos realistas e, às vezes, com acenos de que as coisas não serão possíveis de serem feitas, ou, então, ilusões e mentiras criadas meramente para vencer o pleito. 


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