marcelo martins

A bandeira da paciência exigirá resignação e sacrifício

Colunista comenta sobre as medidas restritivas adotadas pelo Estado

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Com a mudança da bandeira de laranja para vermelha, Santa Maria ingressa na temida zona de restrição das atividades econômicas e, igualmente, de um perigo iminente de colapso do sistema de saúde local. Situação que deixa o quinto maior município do Rio Grande do Sul frente a um abismo em que o cenário que se desenha é, acima de tudo, de incerteza. 

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Tendo como carro-chefe da economia, o comércio e a prestação de serviços, Santa Maria, a exemplo de outros municípios, não tem tempo hábil para se reinventar ou mudar a matriz econômica frente a um inimigo invisível e mortal, que por onde passa deixa um rastro de vidas abreviadas e que joga famílias à penúria econômica e social.

A alteração da bandeira já é sentida e trará impactos significativos à economia local, que, pelas próximas duas semanas, amargará um saldo de recessão, de difícil reversão a curto prazo. Todos os esforços do governo do Estado, até aqui, se dão no sentido de minimizar ou de retardar, se é possível ainda, um colapso do sistema de saúde. Se dará certo, é difícil de dizer.  

CONTA A SER PAGA
O evidente, nisso tudo, é que a conta, neste primeiro momento, está sendo paga pelo empresariado local. E a conta, que é trágica, é bem fácil e simples de ser feita. Sem um setor produtivo pujante, ou, minimamente, em funcionamento, a economia fica estagnada. No cenário atual, ela está retraída, combalida. Ou seja, avariada.

E quando a roda não gira, como diz o jargão, os impostos não chegam aos cofres dos governos (federal, estadual e municipal). Em isso acontecendo, com pouco dinheiro em caixa, salários são atrasados. Situação que o Executivo gaúcho já enfrenta há longos e massacrantes cinco anos. A tendência é que os demais servidores também tenham, a curto e médio prazo, os vencimentos pagos a conta-gotas. Não há, neste cenário de pandemia, vencedores e vencidos, há, sim, uma luta pela sobrevivência da sociedade.

Bem verdade que boa parte deste cenário poderia ser ligeiramente diferente, se as pessoas (aquelas que podem) tivessem aderido ao isolamento quando lá no início da gênese desse mal. Sem o engajamento, o governo elevou a régua e, assim, acaba por penalizar o empresariado gaúcho e, por tabela, a si próprio. Mas agora não é o momento de se buscar culpados.

Como em um jogo de xadrez, é difícil de comprovar que quem o pratica, fica mais inteligente. Mas, o que se pode aferir, é que a prática estimula e desenvolve outras habilidades ligadas à inteligência. Da mesma forma, é difícil que as medidas do Estado, seja ele estadual ou municipal, deem certo sem engajamento. 

Em meio a isso tudo, o planejamento, entre erros e acertos, parece ser a via mais acertada. Infelizmente, a conta, até aqui, está sendo debitada na conta de quem produz e gera emprego e renda. E, claro, daqueles que já perderam o principal capital: o da vida.


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