cultura

'Zoey e a sua Fantástica Playlist' é um retrato de como nossa memória musical é importante

Lucio fala sobre a memória musical, a criação de playlists e uma série que fala justamente sobre isso

Se tem algo que muitas vezes marca nossa memória é a música. Pode ser uma letra, batida ou um estilo musical. Lembro que em 2018 vi algum programa na televisão que falava sobre as relações da música com nossa história e como essas pequenas conexões são essenciais para a formação de lembranças do passado ou de um imediato presente.

A partir disso, comecei a testar essa ideia da memória musical, criando mensalmente uma playlist, em uma plataforma de streaming, onde colocava por lá músicas que conectavam com momentos ou que simplesmente eram boas para ouvir mais de uma vez. De lá pra cá, já são mais de 40 playlists, cada uma com uma mistura de sons e artistas, que mesmo depois de muito tempo, fazem sentido para minha memória.

Em 2020, um tempo depois do início da pandemia, conheci a série Zoey e a sua Fantástica Playlist (Zoey's Extraordinary Playlist), atualmente disponível no Globoplay. Quando eu poderia imaginar que a música seria essencial para mudar a narrativa de uma personagem?

Na história conhecemos Zoey (Jane Levy), uma programadora em uma grande empresa de tecnologia que está passando alguns momentos delicados na família, com o pai doente e com todos os medos do futuro. O que ela não esperava é que no momento que ela vai fazer um exame, um pequeno terremoto fosse afetar sua mente e a partir daquele momento ela iria escutar os pensamentos das pessoas, só que em formato de música.

Quando se vê perdida nos pensamentos e performances musicais, Zoey recorre a Mo (Alex Newell) e outros amigos para entender o que poderia estar acontecendo e como lidaria com essa situação. Nesse momento que Zoey precisa resgatar sua memória musical, para entender as letras, melodias e como elas se relacionam com os sentimentos das pessoas mais próximas (conhecidas ou não).

Zoey e a sua Fantástica Playlist é uma série musical diferente das outras, em que só uma personagem (além do espectador) enxerga as cenas musicais e como essa expressão, muitas vezes perdidas em listas de músicas, vão além de um instrumento para dispersar a mente em momentos alegres ou difíceis. Confesso que a cena final da primeira temporada foi (e talvez ainda seja) dificílima para mim. As emoções dos personagens e como a música finaliza um grande arco da história, são emocionantes.

Em sua segunda temporada, ainda não lançada no Brasil, a trajetória musical de Zoey continua, mas traz novas perspectivas, principalmente quando ela se vê presa a relacionamentos que podem não funcionar tão bem. Além disso, ela ainda lida com os sentimentos de perda, que nem sempre qualquer música soluciona a dor.

Nas duas últimas semanas, minha memória musical tem sido essencial para enfrentar algumas situações, por muitas vezes entender quem sou e quem quero ser no mundo. Talvez a música seja um ponto de partida para encontrar o que ficou perdido.




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