opinião

Trinta anos não bastam para superar o socialismo

Colunista Artur Ceolin comenta sobre os regimes socialistas


A queda do Muro de Berlim há 30 anos, no já "distante" ano de 1989, foi um símbolo. Na internet facilmente podemos encontrar vídeos que mostram esse momento histórico, no qual os alemães orientais venceram a opressão do socialismo e escolheram a liberdade do Ocidente. Mais do que isso, foi o símbolo maior do fim da disputa ideológica que Estados Unidos e União Soviética protagonizaram na segunda metade do Século XX. Este fato, juntamente com a tragédia de Chernobyl, mostrou a decadência e a estagnação geradas pelo regime socialista. 

Depois da queda do Muro, a antiga Alemanha Ocidental, objetivando proporcionar um padrão similar de infraestrutura e qualidade de vida para os alemães de ambos as metades do país, realizou pesados investimentos no lado oriental. Na época, estimativas governamentais projetavam até vinte anos para que fossem superados os prejuízos gerados pelo regime anterior e para que os alemães tivessem condições de vida similares. 

Entretanto, essas estimativas foram muito otimistas: até hoje as diferenças entre os lados ocidental e oriental alemães são altas, não importando qual índice de desenvolvimento seja verificado. Em termos de renda per capita, a região oriental ainda vive um atraso grande em relação à parte ocidental, mesmo com toda a migração de investimentos públicos e privados para essa região. Isso também pode ser verificado quando verificamos as sedes das cinquenta maiores empresas alemãs, já que mais de 90% delas são do Ocidente. 

A chaga do socialismo não afetou somente as atividades econômicas, mas também outros aspectos da vida dos alemães orientais, como nas políticas de educação, por exemplo, que estagnaram gerações e acabaram por torná-las menos produtivas e prósperas, em muito devido aos princípios do regime, exatamente contrários à tradição ocidental de individualismo e cooperação. Essa destruição de valores, do conhecimento e da capacidade produtiva leva muito mais do que os trinta anos que nos separam da queda do Muro de Berlim para serem superadas. Infelizmente, tudo isso à custa da qualidade de vida de milhões de alemães orientais. 

Ludwig von Mises, no ano de 1920, já havia apresentado a causa principal da impossibilidade do sucesso de um sistema socialista, justamente porque como todos os fatores de produção estão centralizados na mão do governo, é impossível qualquer tipo de cálculo econômico que permita a organização eficiente de uma economia. Não só isso: o controle das ideias e a tentativa de remodelagem coercitiva das instituições que o homem criou ao longo da história empobreceram a diversidade de ideias e por consequência a habilidade criativa do homem, que, controlado e sufocado, perdeu a sua capacidade de coordenação espontânea no mercado. 

O socialismo é, por definição, um erro intelectual - e um erro que custa muito caro aos homens comuns, enquanto os líderes dos regimes vivem em permanente bonança, como vemos na Venezuela, Coréia do Norte e Cuba, para citar apenas casos mais atuais. A China abandonou o socialismo planificado depois da tragédia do governo de Mao Tsé Tung, no qual mais de sessenta milhões de pessoas morreram - quantidade equivalente à dez vezes o Holocausto judeu. Só com a adoção de práticas econômicas de mercado no governo Xiaoping os chineses começaram a buscar a prosperidade. 

Infelizmente ainda há quem defenda ativamente esse tipo de ideologia no Brasil. Essas pessoas consideram o socialismo um sonho de uma sociedade futura de riqueza e bonança, mesmo com todas as evidências teóricas e práticas de que o "paraíso" socialista não passa de um devaneio infantil, enquanto a realidade desse sistema é um mundo de fome, perseguição e desgraça


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