gastronomia

Pandemia também mexeu com o mercado cervejeiro

Colunista conta que o número de cervejeiros cresceu e que novidades, como o growler de plástico ganharam espaço

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Foto: reprodução

Leve e inquebrável, o growler de plástico não adiciona muito custo ao produto final e, se descartado de forma consciente, será reciclado

Desde março do ano passado, quando houve uma mudança brusca no nosso modo de viver, e os bares passaram a ter fortes restrições, o mercado cervejeiro foi fortemente balançado. 

De um lado, houve cervejarias artesanais que fecharam as portas. Na coluna de maio do ano passado, arrisquei dizer que praticamente 50% das cervejarias artesanais não conseguiriam sobreviver naquele cenário por mais três meses. Felizmente, minha previsão não se cumpriu. Algumas cervejarias desse tipo realmente encerraram suas atividades, principalmente as que estavam focadas em bares e eventos, mas em um número muito menor, talvez nem 5%. A maioria soube buscar alternativas e reinventar o próprio negócio.

Do outro lado, por estarem em casa, muitas pessoas que tinham interesse em cerveja, ao terem mais tempo livre, começaram a produzir. Recentemente, em uma conversa com um amigo de uma brewshop (loja de insumos), ele comentou comigo sobre um aumento considerável de cervejeiros caseiros, o que, por sinal, foi ótimo para o negócio dele, que acabou crescendo em uma época que tantos outros encolheram. Lembro de ter lido em algum lugar que muitas pessoas começaram a fazer pão na quarentena ou aprender a cozinhar. Pelo que pudemos perceber, o número de cervejeiros aumentou muito também.

Fora isso, a maior novidade que a pandemia consolidou foi o Growler de plástico. Para quem não lembra, o growler é a garrafa onde se guarda a cerveja artesanal fresca, o que combina muito bem com materiais como vidro, cerâmica e inox que, se bem vedados, impedem que ela entre em contato com

o ar e perca suas propriedades. Confesso que pessoalmente acreditava que esta embalagem desvaloriza o produto, mas me rendi! É muito prático: leve e inquebrável, one way, não adicionando muito custo ao produto final e, se descartado de forma consciente, será reciclado.

É um caminho sem volta, os Growlers PET vieram para ficar, pois mostraram, na prática, que são a melhor embalagem para a cerveja não pasteurizada atingir um público mais numeroso. Fechado e mantido em refrigeração, a cerveja fica fresca por mais de 30 dias. Depois de aberto, a bebida deve ser consumida no mesmo dia, mas como é possível fechá-lo, a cerveja pode ser consumida lentamente ao longo deste dia.

Estou no grupo dos que não veem a hora de o mundo voltar à normalidade, mesmo que seja um novo normal, pois outra lição destes meses de afastamento é a de que o Bar é uma ótima rede social, e para os apreciadores, a cerveja é um "solvente" social.

Saúde!


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