gastronomia

Foi capturado e engarrafado o lobisomem do Perau!

Colunista apresenta o novo rótulo de cerveja, que será lançado nesta sexta-feira 13



Pensei em diferentes formas de começar a coluna de hoje, e acabei concluindo que é melhor ir direto ao ponto: foi capturado e engarrafado o Lobisomem do Perau! (se puder colaborar com o colunista e imaginar essa manchete na voz de um apresentador de telejornal do horário nobre, garanto que ela fica ainda melhor). Mas calma, antes de você achar que exagerei no consumo de cerveja ou que aderi à moda as Fake News, juro pela alma das criaturas mitológicas que posso explicar!

Se você mora em alguma cidade região, certamente já ouviu falar dele: ele mesmo, o homem capaz de se metamorfosear em lobo, o que só pode ser detido por uma bala de prata, o primeiro filho homem nascido depois de sete filhas mulheres: o lobisomem.

O que não falta são notícias pelo país sobre misteriosas aparições da criatura meio homem e meio lobo que surge em sextas-feiras de lua cheia. E, antes que você fique preocupado já que hoje é sexta-feira 13, posso adiantar que, por enquanto, a lua ainda é crescente.

Já tivemos notícias de seus ataques até nas páginas do Diário, em 2009, quando uma jovem de 20 anos de São Sepé registrou queixa na Polícia da criatura que lembrava um cachorro e lhe arranhou o rosto e os braços.

Mas, se você é daqueles para quem tudo isso não passa de crendice e não tem o menor cabimento, tudo bem. Porém, não posso deixar de lembrar que, até a Zero Hora deu destaque ao vereador de Santa Maria que prometeu passar a noite de plantão para "pegar a criatura" bem maior que a de São Sepé, pois era do tamanho de um cavalo, e que, em pleno 2017, ousou ficar uivando e colocando medo na população do Campestre. Duvida? Está registrado em ata lá na Câmara de Vereadores, para quem quiser ver.

Caso você me pergunte se foi essa ameaça que fez com que o lobisomem se mudasse de mala e cuia para o Perau e que, volta e meia se ouça em Itaara os seus uivos em noites de lua cheia, não vou saber responder. Mas, se me perguntar o que afinal de contas esse blábláblá todo sobre lobisomem tem a ver com cerveja que é o tema dessa coluna, eu tenho uma boa explicação e uma ótima novidade.

Lendas à parte, cerveja e o lobo sempre tiveram uma ligação muito próxima. Se você acompanha a minha coluna há mais tempo, deve lembrar de quando expliquei que o lúpulo é um dos principais ingredientes da cerveja. Pois, o termo lupulus é justamente a palavra latina que equivale a "pequeno lobo". O nome se refere à tendência da planta de estrangular outras plantas, como o lobo faz com a ovelha.

Apreciador que sou das histórias e lendas de Santa Maria e Itaara e dessas crenças populares que crescem mais rápido que o pelo do lobisomem, não poderia deixar de capturar e engarrafar mais essa. E não é à toa que escolhi a data de hoje, uma sexta-feira 13, para lançar a mais nova cerveja da Zagaia, a Lobisomem do Perau.

Não preciso nem dizer que ela é uma cerveja para paladares exigentes, e que uma bebida que homenageia o personagem mais folclórico do Perau não poderia ser diferente: forte e intensamente lupulada. Em outras palavras, ela é de arrepiar o pelo. Um longo e persistente amargor está presente no retrogosto, mas sem aspereza (harsh).

A Lobisomem do Perau é uma cerveja direcionada ao público de 'hop heads', que são aqueles que estão sempre buscando maior intensidade de aromas de lúpulos.

Para chegar ao sabor e aroma esperados, não só são usados lúpulos selecionados, mas a preparação acompanha as mais modernas técnicas de Late hopping, processo que adiciona todo o lúpulo no final da fervura, para preservar seu aroma. Nessa cerveja em especial, há um proeminente a intenso aroma de lúpulo, que apresenta características de lúpulos americanos, do vale de Yakima (cítricos, resinosos, condimentados, de frutas tropicais, de frutas de caroço). O principal descritor do aroma é a hortelã.

Se a Lobisomem do Perau é rica em história e traz referências lendárias intensas, as suas inspirações não deixam para menos: Firestone Walker Double Jack e Stone Ruination IPA.

Segundo o folclore, não há remédio - nem mesmo reza de benzedeira - que possa curar a tal maldição do lobisomem. Mas será que alguém já tinha pensado na saída de capturar e engarrafar a criatura? Brincadeiras à parte, estou muito feliz com a nossa mais nova conquista. Afinal, o personagem que lhe deu nome até pode ser uma lenda, mas a Lobisomem do Perau, agora, é uma realidade.


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