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Identidade como saber cultural

Leia a coluna de Flávia Nascimento deste sábado


Saberes milenares pertencentes da cultura preta e que provém de costumes ancestrais africanos, norteiam, inspiram e se fazem presente em diversas tradições brasileiras de maneira tão vigorosa que a naturalidade deste fato pode muito bem passar despercebida. Essa naturalização ocorre, porque o Brasil possui a maior população de origem Africana, fora da África, (Portal Brasil, 2009), exercendo assim grande influência estética e cultural nas construções de valores brasileiros, principalmente na região nordeste do Brasil.

Moda antes, durante e depois da Covid-19

Essa tradição se baseia em fundamentos ascendentes, no Brasil essa ancestralidade provém da mistura de culturas originárias do processo de escravização no país. Por isso, não há como saber a origem exata dos povos que fizeram parte da construção cultural do Brasil, pois os escravizados eram todos registrados nos portos de saídas da África, portanto, o que temos são possibilidades prováveis estipuladas a partir das regiões de maior tráfico, sendo elas: Os Bantos (vindos do Congo, Angola e Moçambique) e Nagôs (vindos de Daomé, Nigéria e sudão).

Além disso, o reconhecimento da cultura Africana se deu apenas a partir do século XX. E nesse século, manifestações, rituais e costumes africanos começaram a serem aceitos e celebrados como expressões artísticas genuinamente nacionais, reconhecendo ainda a cultura negra como elemento fundamental para formação da identidade brasileira. E, um dos elementos que contribui para isso, é a estética, que por ter esse viés de fortificação de construção identitária, a moda se define como alicerce de reconhecimento direto, uma ferramenta de comunicação promovendo identificação do público em questão. Dessa forma, pode-se dizer que somos o que vestimos, a roupa é nossa segunda pele, uma carteira de identidade capaz de nos inserir em espaços, grupos e locus social.

Notas sobre uma viagem de estudos...

Para entender como uma identidade cultural pode se transformar em um objeto de moda e ao mesmo tempo de política, é importante ressaltar que há uma multiplicidade de fenótipos existentes no Brasil, para além da pluralidade de crenças, valores, lendas, danças, vestes, manifestações religiosas, cores, formas e símbolos presentes na vivencia de cada um. Porém, como nos distinguimos nesse conglomerado de informações? Onde se encontra o eixo que gera identificação?

Exaltar características fortes da cultura Africana no Brasil, a partir da linguagem da moda e estética é de extrema importância para enfatizar a pluralidade étnica presente no país. De modo que a população trabalhe a autoestima de modo direto, e a população em geral reconheça parte da cultura base do país, havendo assim uma ruptura nos padrões europeus que geram uma espécie de exaltação única no universo da moda.

Moda é para se pensar.


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