sociedade

Os meus, os seus, os nossos

Colunista Juliano Trindade fala sobre a difícil tarefa de debater opiniões contrárias na sociedade de hoje


Vivemos em uma época com abundância de informações sobre todo e qualquer tema. Temos acesso fácil ao conhecimento, podemos aprender e compreender assuntos diversos e que não são do nosso meio de convívio e trabalho. Essa proliferação de informações cria especialistas amadores. Como consequência hoje se debate sobre tudo, e pessoas se consideram os maiores especialistas em diferentes temas. 

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Como lemos sobre tudo e "sabemos" sobre tudo, não aceitamos que outros saibam mais do que nós. Aceitar a opinião do outro sobre qualquer assunto passou ser um desafio; aceitar que sua opinião ou posição sobre um tema é falha ou errada, é quase impossível. Vivemos, então, em uma época em que somos prepotentes, nunca aceitando que somos menos que alguém. 

Para tentar corrigir essa postura, é importante saber que nós não detemos o poder de saber e compreender tudo, que precisamos continuar aprendendo com a vida é com outras pessoas. Ter um comportamento assim nos ajuda a crescer continuamente. 

Vivemos em um mundo onde os extremos estão em pauta e compreender a opinião e posição do outro torna-se difícil ... salvo se ele concordar conosco. O debate, assim, fica empobrecido. Se somente queremos ouvir os iguais, não teremos condições de aprender, de evoluir, e talvez até de viver melhor. Viver com os iguais e ouvir sempre os iguais, é demonstrar a total incapacidade de querer interagir e compreender o mundo como ele realmente é. 

O debate de ideias e a troca de informações relevantes fazem com que possamos expandir a nossa visão do mundo, com mais informações e experiências adquiridas - muitas das quais com pessoas não têm a mesma opinião e experiência de vida nossa. Isso certamente nos leva a querer lutar por todas as pessoas e não somente por aquelas que pensam como nós. 

Atualmente, ao conversar com qualquer pessoa, somos obrigados a ter rótulos que ajudam a mostrar quem somos e o que pensamos. Hoje saber o posicionamento ideológico passou a ser básico ao iniciar uma conversa. Precismos, sim, nos desarmar ao conversar com outras pessoas para que a escuta seja respeitosa. 

Precisamos de equilíbrio para aprender e crescer como ser humano num mundo de constante mudança. Precisamos evoluir constantemente e com humildade. Talvez assim o mundo se torne melhor. Não ouvir posições contrárias e opiniões diferentes cria problemas de convivência e aceitação. Pensar, ouvir, conversar e conviver com pessoas trará acréscimos benéficos. E o mundo será mais agradável, e todos agradecerão por isso. Certamente!


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