sociedade

O Ladrão de Almas

'O futuro do Brasil na pandemia depende mais dos brasileiros do que do presidente', escreve o colunista Juliano Trindade


Nos últimos meses, assistimos entristecidos às descobertas envolvendo o atual governo, feitas pela comissão parlamentar de inquérito do Senado Federal, CPI responsável por investigar as ações do governo durante a pandemia. Constatamos que o governo interessou-se pouco em procurar vacina e fechar acordos com diversas empresas para adquiri-las. Vimos  residente, ministros e muitos apoiadores ridicularizarem a vacinação, falarem mal daqueles que tinham e tem o desejo de se vacinar. Assistimos, todos os dias, ao aumento do número de mortos sem controle ou objetivas indicações de que logo irá diminuir.

Negar a realidade e se negar a proteger a população de um vírus,que pode ser mortal, foi uma ação básica governo Bolsonaro. O presidente sempre se vangloriou de gozar de boa saúde e que, se pegasse o vírus, teria no máximo uma gripezinha. Ele, porém, esqueceu de que milhares e milhares de brasileiros poderiam morrer por causa do mesmo vírus. A mortalidade gerada até o momento é absurda e pode crescer ainda mais. O presidente parece não se importar com isso; pelo seu comportamento e posicionamento, parece preocupar-se somente com os ganhos pessoais e políticos que pode ter durante essa tragédia.

Hoje temos mais de quinhentos e trinta mil brasileiros que perderam a vida, homens, mulheres e crianças que deixaram seus familiares na hora errada, que deixaram um vazio enorme nas vidas de muitas pessoas. Certamente o Brasil poderia ter se saído muito melhor nesta pandemia se o presidente e sua equipe a tivessem levado a sério desde seu inicio. Poderiam ter morrido muito menos gente, e o sofrimento e o luto seria menor, mas mesmo assim existiria. Ser o responsável pela morte de centenas de milhares de brasileiros não incomoda o presidente Bolsonaro, ele parece incapaz de demonstrar qualquer tipo de emoção ou sentimento pelo que ocorre.

Espera-se que nossos governantes tenham interesse pelo bem estar do povo, que trabalhem pelo povo e para o povo a fim de que a população, de maneira geral, posso viver melhor. Nota-se muito pouco disso no atual presidente e na sua equipe, que, em meio a maior crise sanitária do século, parece fazer negociatas, até trocando vidas humanas por vacinas pouco confiáveis, ou indicando medicamentos não validados para para uso da população.

O presidente conseguiu encontrar um dos piores ministro da saúde que se poderia imaginar para estar a frente da luta contra o coronavírus. Um ministro general que provou que comandar não era o seu forte. As piores decisões, o pior comportamento e as piores ações foram tomadas com o general à frente do ministério. Assim como o presidente, este pseudo ministro tem uma grande parcela de culpa na tristeza dos brasileiros. Nenhum dos dois foi capaz até hoje de ser um homem adulto e pedir desculpas por seu trabalho falho e seu comportamento incapaz de amenizar a pandemia.

O presidente da republica é diretamente responsável pela morte dos mais de quinhentos mil brasileiros. Bolsonaro cometeu inúmeros crimes, promoveu o charlatanismo, aglomerou quando isso não era e ainda não é recomendado e fez, ainda, diversos pronunciamentos ridicularizando a vacinação. O presidente fez discursos grotescos sobre a pandemia e até o momento não foi capaz de prestar condolências aos brasileiro que perderam entes querido durante a pandemia.

Bolsonaro sempre acreditou ter um cacife político que na verdade nunca teve, sua eleição ocorreu mais por ódio e revolta da população contra o Partido dos Trabalhadores e os seguidos escândalos de corrupção do que por conta do seu projeto para o país. Bolsonaro nunca fez um governo digno e que desse orgulho aos brasileiros. Muito pelo contrário, o presidente sempre buscou o conflito e se apegou a ideias e projetos do passado para tentar fazer com que o país tivesse um futuro considerado glorioso...por ele!

O maior ladrão de almas do Brasil é certamente o presidente da republica, pois ele é o principal responsável pelo maior sofrimento de milhares de famílias. Certamente se o presidente da república fosse qualquer outro cidadão de bem não iria ocorrer o que aconteceu no Brasil nos últimos dois anos. Bolsonaro demonstrou não ter compaixão e interesse em proteger a população contra um vírus mortal. Seu interesse sempre foi ter algum ganho político com a desgraça provocada pelo vírus. Bolsonaro certamente pagará por suas decisões equivocadas, pode ser na próxima eleição ou depois na justiça, mas irá pagar. O futuro do Brasil na pandemia depende mais dos brasileiros do que do presidente. 


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