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Notas da Pandemia - Parte II

Colunista Juliano Trindade escreve sobre o comportamento do brasileiro durante a pandemia

Continuamos enfrentando a maior crise sanitária dos últimos 100 anos - situação triste e sem previsão de acabar. O número de mortes aumenta a cada dia, a população, cada vez mais inquieta e, ao que parece, uma vacina salvadora não será realidade antes de janeiro de 2021 e, mesmo assim, haverá questões comerciais ainda por discutir. Algumas observações nesta pandemia nos mostram como o comportamento do brasileiro, em geral, pode atrapalhar a luta contra o Coronavírus. A dificuldade em ficar em casa e a falta de apoio do governo nessa e em outras estratégias tornam a orientação geral ainda mais difícil de ser seguida. Atitudes do presidente dificultam o trabalho de outras autoridades. A preocupação maior que se pode observar nele, é sua família, sua popularidade e a luta para que tudo volte imediatamente ao normal - mesmo com a gritante presença da anormalidade. Sabe-se que, embora possa haver subnotificação, ultimamente o número de mortes diárias vem sendo superior a mil pessoas.

Outro fator de risco é a insistência de Bolsonaro, na utilização do medicamento cloroquina para o tratamento do vírus, ainda que sem comprovação científica.O presidente tenta a todo custo forçar a utilização desse medicamento. Médicos e cientistas do mundo todo reprovam essa orientação e reafirmam que hoje a melhor estratégia é o isolamento social. Como não existe um tratamento definido, um caminho claro a ser seguido, temos observado medidas desesperadas de alguns governos pelo mundo todo. Mesmo com estratégias de ação comprovadas, muitos tentam ignorar e buscar outros caminhos. O resultado muitas vezes é o pior possível, como a morte de mais pessoas.

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No Rio Grande do Sul, temos uma situação um pouco mais tranquila, ao menos até o momento. A disciplina e responsabilidade das pessoas nos cuidados e principalmente no isolamento social têm mostrado seus efeitos. A estratégia do Governo do Estado quanto ao isolamento controlado, segue parâmetros científicos e precisa de tempo para mostrar seus resultados. Prefeitos são também responsáveis em controlar o funcionamento das instituições e das empresas locais. 

Afrouxar o isolamento não é uma opção agora infelizmente. Forças econômicas, políticas e ideológicas buscam a todo custo influenciar a vida das pessoas. É necessário, entretanto, ouvir e respeitar a opinião dos profissionais que realmente conhecem o assunto e têm como interesse primordial a preservação da vida. A situação em que estamos mergulhados, há mais de dois meses, pode perdurar ainda por um tempo. Precisamos ser fortes nas semanas e meses vindouros para evitar sofrimentos mais dolorosos - como a perda de maior número de brasileiros, podendo incluir pessoas amadas nossas. Será preciso ainda conviver com novas atitudes, novas formas de atuar frente a coisas simples do dia-dia. Viveremos de modos diferentes, mas continuaremos a ser pessoas fortes e lutadoras. Esse momento irá passar e certamente nos tornará de alguma forma melhores e mais solidários. 


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