sociedade

Coronavírus entre nós

Colunista Juliano Trindade fala sobre o que foi possível aprender em mais de três meses do vírus no país


Há mais de três meses, estamos vivendo em distanciamento social, um tempo em que  descobrimos muito sobre nós mesmos e sobre o que realmente importa em nossas vidas. 

Descobrimos também que pode ser muito difícil ficar em casa, longe dos nossos amigos, familiares e colegas de trabalho. Ouvimos notícias tristes sobre a morte de milhares de pessoas com Covid e outras centenas de milhares que estão infectadas. Inicialmente, toda essa situação parecia distante, fora da nossa realidade. Logo depois, começou a ficar cada vez mais próxima de nós. 

No Rio Grande do Sul, até o momento em que escrevo, foram registrados pouco mais de dezenove mil casos, com quatrocentos e trinta óbitos. Em Santa Maria, são quatrocentos e setenta e quatro casos com treze óbitos até o último domingo. Muito triste ver, analisar e compreender tais números. Parece que todo o esforço que fizemos até agora não foi o bastante, que todos os envolvidos não estão fazendo o suficiente, que erros comportamentais e de gestão estão ocorrendo. 

Nós, como população, precisamos entender que temos de fazer a nossa parte, mudar nosso modo de agir, de ver o mundo e de nos relacionar com as pessoas. Sei que está sendo difícil  nosso cotidiano , esta sendo difícil passar por estes momentos, mas precisamos assumir a nossa parte. O vírus é letal, não é uma gripezinha, não mata somente pessoas do grupo de risco, pode atingir qualquer pessoa em qualquer lugar. Precisamos redobrar o cuidado com higiene pessoal e higiene dos alimentos. Sem esse cuidado, os órgãos municipais e estaduais podem fazer todo esforço que o efeito poderá ser pouco. 

O poder público municipal precisa enfrentar o que estiver a seu alcance, para proteger a população, tomando as medidas necessárias para que a curva de infecção seja lenta pelo maior tempo possível, dando tempo, assim, para que hospitais não fiquem superlotados e para que profissionais da saúde não sejam sacrificados. 

Certamente, prefeitos, mesmo em ano de eleição, terão que tomar decisões impopulares, mas que preservarão vidas. As empresas sofrerão, passarão por dificuldades e poderão não sobreviver, mas no fim mais vidas serão salvas. Prefeituras certamente sofrerão pressões para que sejam autorizadas aberturas de lojas e indústrias - é hora, entretanto, de decidir o que é prioritário, o que é mais importante, em favor da vida.

A crise sanitária atual nos dá uma lição importante de vida, uma lição que compreendida e levada a sério, alterará comportamentos e procedimentos.Devemos entender primeiramente que a higiene em qualquer momento deve ser prioridade, coisas básicas como o uso de máscara deverá estar entre nós por muito tempo, não somente em crises como a atual. No futuro, ela deverá ser usada sempre que tivermos qualquer doença contagiosa, ainda que seja uma gripe. Em muitos lugares do mundo, tais costumes já estão incorporados à realidade - o que se deverá passar entre nós também.

Nosso comportamento passará a proteger nossa saúde, e a saúde dos que estão ao nosso redor. O mundo está cada vez mais globalizado e hoje, em menos de vinte e quatro horas, podemos estar do outro lado do planeta. O mesmo ocorre com qualquer enfermidade. A crise atual nos provou isso.

Por muito tempo ainda conviveremos com este vírus, mas ele não deve ser o último a estar entre nós. Diariamente corremos risco de outras pandemias surgirem e assolarem o mundo. Nosso modo de vida já mudou um pouco. Nossa vigilância, todavia, deve ser constante. Precisamos melhorar muito os cuidados conosco e com o ambiente onde vivemos. Sem compreender, entender e aceitar essas mudanças comportamentais, as próximas crises poderão ser iguais ou até piores que a atual. Resta-nos agora, tomar cuidado com nossa saúde, mente e corpo, para que possamos passar esta fase e chegarmos ao fim da crise compreendendo que novas rotinas em nossas vidas serão necessárias. O cuidado deve ser uma preocupação de todos, porque a vida de cada um e muito importante e que juntos podemos fazer com que tudo melhore.


fale conosco

redação
[email protected]
(55) 3213-7100
(55) 99136-2472
(WhatsApp)
Endereço
Faixa Nova de Camobi, 4.975, Bairro Camobi, CEP 97105-030, Santa Maria - RS

redes sociais
facebook
instagram
twitter
youtube

 


para assinar
(55) 3213-7272
diariosm.com.br/assinaturas

central do assinante
(55) 3213-7272
(55) 99139-5223
(WhatsApp, apenas falhas de entrega)
[email protected]
[email protected]
chat

para anunciar
(55) 3213-7187
(55) 3213-7190