sociedade

Anotações em tempos de pandemia

Colunista Juliano Trindade fala sobre o cuidado, durante a pandemia, com aqueles que amamos


Estamos vivendo uma fase única e difícil que certamente no futuro será estudada nas escolas, em textos diversos. Estamos todos envolvidos, diretamente, com tensões e conflitos pelos quais não pensávamos passar.

Além dos normais cuidados conosco, incluindo nossa higiene e saúde - física e mental - é importante ainda cuidar de todos que amamos.A situação vai passar; nossos amados irão permanecer.A memória deste tempo também. É preciso sim cuidar da saúde, tomar todas as precauções possíveis para não se contaminar e não contaminar ninguém. As orientações médicas são essenciais, e as ações delas decorrentes também.

A principal linha de defesa é ficar em casa, mas ficar em casa mesmo, só saindo em urgências e necessidades urgentes. É preciso alterar nossas rotinas, descobrir novas maneiras de fazer coisas que sempre fizemos da mesma forma.

As nossas vidas, provavelmente, não serão iguais após este tempo tão inesperado. Quando passar está crise, é possível que repensemos o nosso modo de vida, os cuidados diários, por exemplo, conosco e com nossa saúde. Talvez seja necessário alterar formas de comportamento e até reavaliar algumas escolhas anteriores. Certamente prestaremos mais atenção não somente em nós mesmos e naqueles que nos rodeiam - da família à comunidade, lembrando que este vírus chegou e viverá por aqui mais tempo.

Ouvimos diversas teorias de conspiração sobre este vírus, desde a sua criação maligna até de que ele não teria força e de que medicamentos milagrosos deveriam ser utilizados mesmo sem ter nenhuma comprovação.

A informação real, entretanto, aquela que deve ser considerada, deverá ter como fonte os órgãos de saúde nacionais e internacionais, os médicos e os profissionais que estão na linha de frente desta guerra, bem como os pesquisadores que buscam solução definitiva através de vacina.

Ser responsável e pensar como lidar com esta crise é o que de mais importante temos que fazer agora. Talvez seja a hora em que precisamos ser egoístas, pensar primeiro em nós mesmos e na nossa segurança - assim não seremos contaminados pelo vírus e não contaminaremos outras pessoas.

O vírus não vai morrer por decreto, nem pelo desejo de ninguém, o que aconteceu e acontece é real, o coronavírus mata, causa estragos enormes. Os problemas econômicos, sociais e pessoais tornam-se pequenos perto da quantidade enorme de vidas ceifadas - mortes que já  ocorreram e ainda poderão ocorrer. Ficar em casa, ficar seguro, sair o estritamente necessário é o que importa.

Vidas humanas são muito mais valiosas que qualquer outra prioridade que se possa ter. Cada um de nós precisa compreender isso e se proteger. Medidas simples e práticas podem ser decisivas para nossa proteção. Precisamos integrar essa nova cultura higiênica na nossa rotina, e essas rotinas deverão viver conosco na pós-pandemia.

Demorará um pouco para a vida voltar ao normal, para que possamos sair de casa, sem correr riscos, e reencontrar amigos e familiares. Durante este tempo, podemos utilizar a tecnologia para manter contato com quem se ama, fazer algumas atividades prazerosas, que sempre quisemos fazer e nos faltava tempo, como ler, desenhar, ver bons filmes, escrever memórias.

Não deixe, portanto, de viver a vida, aproveitar cada segundo, mas se proteja para proteger a quem você ama e aos que estão no meio em que você vive.E boa sorte a todos nós!


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