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Os cinco melhores jogos de 2019

Colunista Iuri Patias lista os games que se destacaram no ano


Se você é um amante de jogos eletrônicos como presumo que seja, 2019 foi um ano memorável. Fomos presenteados com uma enxurrada de títulos de alta qualidade, de janeiro até o atual dezembro. Durante este período, não importa qual tenha sido a sua plataforma favorita, tanto jogadores de PC como os usuários de um Xbox One, Playstation 4 ou Nintendo Switch tiveram muita coisa pra jogar. Muita coisa mesmo! Mas dentre tantos sublimes lançamentos, fica difícil eleger os mais marcantes, e é por isso que este colunista elenca aqueles que acredita terem sido os cinco melhores jogos de 2019.

DEVIL MAY CRY 5
Depois de um reboot homônimo que fracassou com o público da série (ainda que tenha sido altamente elogiado pela crítica especializada e por este colunista), a franquia de pancadaria contra demônios Devil May Cry retornou mais refinada do que nunca, estabelecendo o auge das mecânicas de combate da série, com combos e finalizações visualmente esplendidas, somado a uma história que contou não apenas com o nosso querido protagonista Dante como personagem jogável, mas também com o igualmente aclamado Nero e com a chegada de uma nova figura conhecida como "V".

Dessa vez, a aclamação veio de todos os cantos, consagrando o grande retorno da série cujo último título numerado havia sido lançado no já longínquo 2008. A espera de 11 anos, porém, valeu a pena. Não é apenas um dos melhores do ano, como também um dos melhores do gênero "Hack and Slash".

Disponível para Playstation 4, Xbox One e PC.

FIRE EMBLEM: THREE HOUSES
Série desconhecida no ocidente até o início deste século, a franquia de estratégia Fire Emblem sempre foi aclamada dentro de seu pequeno grupo de jogadores japoneses. Por se tratar de um gênero naturalmente de nicho, teve dificuldade para se estabelecer deste lado do globo, como também de conseguir atrair um número maior de jogadores interessados nas batalhas medievais longas e complexas. Tudo mudou, no entanto, desde o lançamento de "Fire Emblem: Awakening", para o Nintendo 3DS, em 2012, e que até então tinha sido o título responsável por aglutinar mais de dois milhões de jogadores para a franquia da Nintendo. Isso, claro, até o nascimento de um dos melhores jogos deste ano: Fire Emblem: Three Houses.

O primeiro título da franquia para o Nintendo Switch trouxe uma história robusta, complexa, recheada de plot twists e animações de cair o queixo. Mas o que mais chamou atenção foi a pluralidade de customização de estratégias para vencer as centenas de combates que o jogo propicia. É um verdadeiro paraíso para os fãs deste gênero, que, quando menos, precisam dedicar mais de 150 horas para finalizar o título em apenas um dos três caminhos possíveis. Uma explosão de conteúdo primoroso e revestido por uma trilha-sonora orquestrada que faz jus a estética épica da saga.

Disponível para Nintendo Switch

RESIDENT EVIL 2
O mais forte concorrente para levar o prêmio de jogo do ano pela crítica especializada (em minha humilde opinião), é o remake daquele que é considerado um dos melhores jogos do gênero de toda a história, e que deixou tudo que já era primoroso ainda melhor. Ao abandonar os ambientes pré-renderizados que foram característicos dos três primeiros jogos da série durante os anos 1990, o título da Capcom constrói sua jogabilidade a partir das mecânicas de câmera, movimentação e ação oriundas de Resident Evil 4, que foi o responsável por revolucionar os jogos de tiro em terceira pessoa.

É chover no molhado afirmar que graças às tecnologias atuais o remake de Resident Evil 2 se tornou um primor gráfico, mas mesmo assim merece destaque a iluminação que, ao meu ver, é um dos maiores pontos de imersão ao clima apocalíptico da série, ao lado dos efeitos-sonoros que causam tensão e melancolia do início ao fim. Ante o que foi dito, revisitar a fictícia cidade de Raccoon City para escapar com vida dos milhares de mortos-vivos e armas biológicas, criadas pela também fictícia companhia farmacêutica "Umbrella", é um balsamo para qualquer jogador de videogame, ainda mais para quem jogou o título original e agora se delicia com essa obra-prima repaginada por novos tons de horror e sanguinolência.

Disponível para Playstation 4, Xbox One e PC.

SEKIRO: SHADOWS DIE TWICE
Jogar videogame não é só relaxar, é também se emocionar, sonhar, rir, se assustar, suar a camisa e, eventualmente, querer fincar o controle pela janela por conta da dificuldade abismal de determinados títulos ou desafios. Mas não entenda isso de forma pejorativa. Nem sempre ficar estressado com um jogo é algo ruim, é porquê isso faz parte do processo de  construção da obra e se justifica após a conclusão do obstáculo, por meio de uma sensação de alegria e orgulho sem precedentes. É esse tipo de sentimento que Sekiro: Shadows Die Twice, propicia do inicio ao fim para os jogadores.

O Japão Feudal é o pano de fundo desta obra da From Software, a mesma desenvolvedora responsável pelos também aclamados e igualmente desafiadores Bloodborne e a série Dark Souls. Isso seria o suficiente para você entender o porquê deste título ser tão desafiador, mas ele vai além. Ao contrário das séries já citadas, Sekiro possui uma movimentação muito mais ágil e combate mais solto. Isso produz uma sensação de liberdade mais dócil, e permite uma mecânica de furtividade até então inativa em jogos do gênero. Some isso a um mundo enorme e interconectado, bordado de segredos para serem descobertos e você terá, facilmente, um dos melhores jogos do ano.

Disponível para Playstation 4, Xbox One e PC.

DRAGO QUEST XI S: ECHOES OF AN ELUSIVE AGE
Quem acompanhava o SBT durante a década de 1990 até o início dos anos 2000 deve se recordar bem de um desenho chamado "Fly". Caso o nome não tenha ajudado, este trecho da música de abertura vai resgatar a sua memória: "Fly, Fly, Fly, quer a paz que o inimigo destrói". Se você for dessa época, agora você lembrou, se não, é porque não assistiu, mas não tem problema, isso é só pra facilitar o entendimento de que a animação conhecida por nós como "Fly" é um dos maiores sucessos da história do Japão no tocante à jogos eletrônicos, e por lá é conhecida como "Dragon Quest". Para fins de curiosidade, o pequeno país asiático teve que aplicar uma lei que impedia que títulos da série fossem lançados em dias de semana, já que crianças, jovens e adultos largavam tudo que estavam fazendo para participarem das imensas filas que contornavam às lojas de games quando um novo jogo da franquia era distribuído.

Com arte do autor do Dragon Ball, Akira Toryiama, o RPG japonês Dragon Quest recentemente chegou ao décimo primeiro título da série principal, em 2017, mas foi a versão de Nintendo Switch, lançada este ano, que foi a mais aclamada por público e imprensa. Sendo por si só uma obra-prima que mantém elementos clássicos do gênero desde o seu formato, Dragon Quest XI S adicionou uma infinidade de novos conteúdos, desde a inclusão de uma trilha sonora composta integralmente por músicas orquestradas até a inserção de novos mundos e um fantástico modo de 16 bits, o que significa que, a qualquer momento, você pode alterar os gráficos do jogo entre o que há de mais moderno atualmente até o clássico estilo da época do Super Nintendo. Uma obra de arte do início ao fim, em uma jornada que vai render centenas de horas para ser finalizada.

Disponível para Nintendo Switch.

Ufa! Como disse na abertura deste texto, 2019 foi um ano robusto para amantes de jogos eletrônicos, e eleger estes cinco títulos como os melhores deste período não foi uma tarefa fácil. Seja lá como for, fato é que você tem a obrigação de jogar pelo menos um deles antes que o 2020 chegue trazendo ainda mais destas obras para entrar na fila de "necessidades". Agora, caso já tenha o feito, compartilhe conosco o que achou, e também se concorda com essa lista ou quais jogos você adicionaria. Tenham todos um ótimo período de festas e de muita diversão com videogames. Te espero aqui no ano que vem. Tchau!


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