saúde

Qualidade de vida e saúde mental

Colunista Fernanda Jaeger comenta sobre a importância de ações sobre saúde mental


Ao longo do mês de janeiro identificamos várias manifestações sobre a campanha Janeiro Branco, que corresponde a uma iniciativa para alertar a população sobre a importância do cuidado com a saúde mental. Apesar disso, observa-se que ainda existe muito preconceito em relação a busca de auxílio quanto aos aspectos emocionais e uma visão limitada em relação a concepção de saúde e suas determinações.

Há ainda a ideia de que as dificuldades emocionais são problemas de menor importância se comparadas com as dificuldades físicas, bem como há uma desvinculação entre o físico, mental e social. Como resultado disto podemos no deparar com o agravamento dos transtornos mentais com índices cada vez maiores. Estima-se que mais de 300 milhões de pessoas, por exemplo vivam com depressão e reconhece-se que esta psicopatologia bem como outras condições de saúde mental estão em ascensão no mundo e no Brasil.

Apesar disto observa-se cada vez menos investimentos na área de saúde mental, bem como fechamento, precarização e desqualificação de serviços voltados para o cuidado nesta área. Considerando que os transtornos mentais são capazes de trazer consequências que afetam não apenas a pessoa que sofre, mas a sociedade como um todo, pois esta condição muitas vezes é acompanhada de prejuízos significativos como afastamento do trabalho, dos estudos, dificuldades nos relacionamentos, uso de drogas, entre muitos outros. Por isso, que a saúde mental já tem sido considerada uma prioridade global de saúde e desenvolvimento econômico pela Organização Mundial de Saúde.

Neste sentido, a resistência em abordar o tema bem como a negligência em relação ao cuidado em saúde mental pode trazer consequências desastrosas para a nossa sociedade. É primordial romper o preconceito, buscar auxílio sempre que necessário para evitar o agravamento das condições que promovem o sofrimento. Da mesma forma, sabe-se que aspectos sociais e econômicos também podem interferir na saúde mental da população. Situações como o desemprego, falta de moradia, de alimentação, de acesso aos serviços básicos de saúde entre outros fatores podem implicar na saúde mental de modo desfavorável.

Desta forma, uma abordagem baseada em garantir o respeito a direitos fundamentais como o acesso ao emprego, educação, saúde e lazer, por exemplo são capazes de oportunizar melhor qualidade de vida e trazer consequências positivas para a saúde mental. No entanto, não se deve pensar em cuidar dela somente em termos macrossocial e apenas em janeiro, mas em pequenas ações e continuamente. É necessário que se fique atento a sintomas que envolvam mudança de comportamento, isolamento, dificuldade de relacionamento conjugal ou familiar, comportamentos impulsivos, dificuldades para lidar com conflitos e medos excessivos entre outras situações. E lembrar que a prevenção, muitas vezes, é a melhor alternativa, não deixar que estes sintomas se agravem e se transformem em uma fonte de sofrimento que traga prejuízos para a sua vida.


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