colunistas do impresso

Ainda temos muito a aprender com a pandemia!

O orgulho e o egoísmo são as duas maiores chagas da humanidade que precisam ser trabalhadas em nós

Sempre defendi que sairíamos desta pandemia mais fortes, mais solidários, com algumas graves sequelas emocionais e físicas, mas seres humanos muito melhores, mais empáticos e com uma sociedade mais justa, mas não está nada fácil. Afinal, sempre foi isto que aconteceu em todas as tragédias que a humanidade viveu ao longo dos séculos. Na gripe espanhola e o final da primeira grande guerra, surgiu um movimento de maior valorização da vida e em breve uma das maiores descobertas da ciência, a penicilina, pelo médico e bacteriologista escocês Alexander Fleming.

Após a segunda grande guerra, em função das inúmeras doenças que surgiram, foram criados os primeiros programas de saúde pública, que na maioria dos países perduram até hoje.

Nesta pandemia da Covid-19, por exemplo, vacinas foram desenvolvidas em tempo recorde, mas e a solidariedade, o altruísmo e a evolução moral, como estão caminhando? Quando os países ricos, que representam 14% da população mundial, sem entender que somos todos um, compraram o equivalente a 53% das vacinas disponíveis contra a Covid-19! Quando no país mais católico e mais espírita do mundo, que é o nosso Brasil, a miséria e desigualdade só crescem! Quando as aglomerações e o desrespeito a saúde por falta de cuidados aumentam, mesmo no auge da pandemia!

Eu, então, percebo que a humanidade tem ainda muito a aprender com esta doença, que o egoísmo ainda está inabalável, e as palavras de Bezerra da Silva estão super na moda: "farinha pouca, meu pirão primeiro".

Infelizmente, é verdade que velhos hábitos são difíceis de morrer e é por isso que já reencarnamos e vamos reencarnar tantas vezes quanto for necessário, em planetas ainda atrasados como a Terra, mas compatíveis com o nosso estágio evolutivo.

Será castigo? No túmulo de Allan Kardec, em Paris, contém a inscrição que resume o pensamento espírita a respeito do assunto: "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei". Então, não é castigo, é necessidade evolutiva, é a expressão de justiça e misericórdia Divina que, ao nos conceder a reencarnação, não condena o infrator, mas concede a oportunidade de corrigir erros cometidos devido à própria ignorância de não saber medir as consequências do orgulho e do egoísmo das próprias ações, magoando ou prejudicado pessoas.

O orgulho e o egoísmo são as duas maiores chagas da humanidade que precisamos trabalhar em nós e, agora, diante desta pandemia que escancara tantas misérias e sofrimentos, é o melhor momento de aprendermos com ela! É a oportunidade de nos aproximarmos mais do Pai, dando o nosso exemplo concreto de solidariedade e de amor ao próximo, porque o amor verdadeiramente cobre uma multidão de pecados.


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