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Comportamento

Você sabe quais as diferenças entre ser colecionador e acumulador?

16 Julho 2016 00:00:00

Profissional da psicologia fala sobre particularidades de cada comportamento

Cassiano Cavalheiro
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De um lado, a satisfação de colecionar, o orgulho, o prazer e o bem-estar de ver seus objetos adquiridos, organizados e à disposição do seu bel prazer. Do outro, acumular coisas compulsivamente, sem foco, de forma desorganizada, e prejudicando a própria vida e o espaço onde vive. Mas, afinal, como saber se a pessoa extrapolou essa linha tênue e descobrir se ela é um colecionador ou se tornou um acumulador?

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De acordo com a psicóloga Luciane Benvegnu Piccoloto, que atua no Instituto WP, no colecionismo, mesmo que exista uma compulsão por objetos, existe uma tendência de organização mais racional, onde a pessoa respeita os espaços, limitações e possibilidades práticas de aquisição. Ou seja, a pessoa que coleciona tem mais controle sobre esse ato e isso não traz problemas na sua vida ou na de seus familiares. 

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Geralmente essa atividade é prazerosa e, muitas vezes, é um lazer do indivíduo, não é considerado patológico.Conforme Luciane, o acumulador tem como característica central as dificuldades persistentes em descartar ou se desfazer de pertences, independente do seu valor real. Isso refere-se a qualquer tipo de descarte, incluindo jogar fora, vender, doar ou reciclar. As principais razões dadas para essa dificuldade são a utilidade percebida, o valor estético dos itens ou um forte apego emocional aos pertences.

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– Muitos indivíduos relatam medo de perder informações importantes ao descartar. Os itens guardados podem ser de utilidade ou não, ocorrendo de forma aleatória. As pessoas com transtorno de acumulação guardam intencionalmente os pertences e apresentam intenso sofrimento com a possibilidade de descartá-los – descreve Luciane.

Outra característica é a dificuldade de organização desses pertences, geralmente obstruem áreas em uso a ponto de não conseguir mais utilizar espaços de sua casa. A psicóloga observa que, muitas vezes, as pessoas guardam objetos em lugares como garagens, pátios, sótãos, impossibilitando o trânsito nesses lugares e trazendo problemas para os demais moradores da casa.

– O transtorno de acumulação contrasta com o comportamento saudável de colecionar, que é organizado, sistemático, mesmo que em alguns casos a quantidade real de pertences possa ser parecida com a de um acumulador – explica a psicóloga.

Tratamento e diagnósticoSegundo Luciane, não existe um fator que explique o transtorno de acumular. Esse é um problema psicológico que envolve características individuais, de aprendizagem, biológicas e, somente uma avaliação da pessoa, por parte de um profissional de saúde mental, poderá identificar fatores que influenciaram o desenvolvimento do problema.

Existe tratamento para o transtorno de acumulação e quando isso traz sofrimento para a pessoa e os seus familiares deve-se procurar ajuda. Atualmente a psicoterapia cognitivo-comportamental associada ao uso de psicofármacos traz resultados eficazes e duradouros, diz a profissional. Muitas vezes, pessoas próximas que percebem o problema, nesse caso, devem ofere"

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