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A pedido de protetores de animais, igreja abandona foguetes em festa de Caçapava

11 Maio 2018 11:00:00

Festa do Divino Espírito Santo não vai usar foguetes para evitar transtornos aos cachorros

Marcos Fonseca

Foto: Rogers Eliers

Uma antiga tradição da Festa do Divino Espírito Santo, em Caçapava do Sul, foi abandonada. Hoje à noite, quando uma procissão dará início à novena da festa, os religiosos não soltarão foguetes. No lugar deles, usarão fogos de artifício, que deixam o céu colorido e não provocam os fortes estampidos. 

O pedido para que a Igreja Católica não solte foguetes partiu de uma entidade de proteção dos animais, o Clube do Cão. A intenção da ONG é evitar os transtornos aos animais e às pessoas que não gostam do barulho dos foguetes, como idosos e doentes.

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A solicitação faz parte de uma estratégia do Clube do Cão de buscar a conscientização da comunidade contra os foguetes. A ideia surgiu depois de a Câmara de Vereadores ter rejeitado, em abril, um projeto de lei que proibia a venda e o uso dos artefatos no município. A proposta da vereadora Márcia Gervásio (PDT) buscava replicar em Caçapava o mesmo que já ocorre em São Gabriel e São Sepé, onde a lei prosperou.

Como a regra não vingou em Caçapava, os integrantes da ONG decidiram agir.

- Nós partimos para a conscientização. A intenção é ir a outras entidades e clubes de futebol - afirma Cátia de Oliveira Milano, uma das integrantes do Clube do Cão.

O primeiro pedido da entidade foi feito ao padre Rudinei Lasch, pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção e responsável pela Festa do Divino. Amigo dos animais, ele topou abolir a tradição. Segundo o religioso, os foguetes serviam para chamar os fiéis para a série de nove noites de celebração que antecedem o ponto alto da festa, no dia 20.

Criada em 1839, a Festa do Divino só ficou 30 anos sem ser realizada. Foi retomada em 1994, quando os foguetes passaram a ser usados, junto com o badalar dos sinos da Igreja Matriz, para reunir os fiéis. Padre Rudinei garante que não há problema em usar apenas os fogos que não fazem barulho. Ao contrário:

- Vai ficar até mais bonito.

O religioso lembra que o barulho incomoda pessoas e animais, e a Igreja deve pensar no respeito à vida.

- É uma parcela que nós, como igreja, podemos colaborar - diz o padre, que evita ligar sua atitude a qualquer viés político.

REDES SOCIAIS
Ao deixar os foguetes de lado, padre Rudinei conta que usará a tecnologia para chamar os fiéis para as celebrações. Pelas redes sociais, como o Facebook e o Whatsapp, é possível enviar avisos. A Festa do Divino começa às 19h, com uma procissão que sairá do Forte Dom Pedro 2º irá até a Igreja Matriz, onde haverá missa a partir das 19h30min.  

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