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leishmaniose

Laboratório confirma 12 casos de leishmaniose em Santa Maria

05 Janeiro 2018 00:00:00

Ministério da Saúde recomenda eutanásia nos animais quando confirmada a doença

Thays Ceretta

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)Uma forma de prevenir a doença é deixar o ambiente em que o animal vive sempre limpo

Dos 17 cães com suspeita de leishmaniose em Santa Maria, e que estavam sendo monitorados pela Vigilância Sanitária do município, foi confirmado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (Lacen - RS) que 12 adquiriram a doença. O setor ainda aguarda o resultado dos outros cinco casos. A equipe está monitorando e alertando os moradores da cidade, principalmente quem reside na Zona Norte, local onde foi confirmado o maior número de casos, para que fiquem atentos a alguns sintomas como:  febre de longa duração, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular e anemia. Ao sentirem esses sinais devem procurar um médico. Ao todo, foram realizadas 96 coletas em 43 residências, mesmo com esse cenário, a situação está controlada, conforme a prefeitura.  

A principal forma de transmissão é por mosquitos, durante a picada. O chamado mosquito palha, é pequeno e amarelo, eles costumam depositar seus ovos em lugares úmidos, com sombra, e ricos em matéria orgânica, ou seja, folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos. Quando detectada cedo, a doença tem alto índice de cura em humanos, ao contrário dos animais. A principal forma de prevenção é a utilização de repelentes - no caso dos cães, há coleiras com essa ação.

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O ambiente em que o animal vive, como o pátio, deve estar sempre limpo, e a higiene do cachorro, em dia. Se transmitida para as pessoas, a leishmaniose pode ser fatal. Outra maneira de controlar esse transmissor é usando inseticidas nas paredes da casa e nos lugares em que os cães costumam ficar, mas é importante usar um tipo que não cause problemas aos cachorros.

Conforme o médico veterinário da Vigilância Ambiental em Saúde, Carlos Flávio Barbosa da Silva, o Ministério da Saúde tem como princípio não recomendar tratamento e sim a eliminação do animal por meio da eutanásia, por tratar-se de um risco crônico. Porém, um tratamento foi aprovado no ano passado, mas segundo o médico não é um método de saúde pública.

- O tratamento é com um remédio chamado Milteforan, porém vai apenas mascarar o problema. Este tipo de tratamento é recente no Brasil e ainda traz discussões, principalmente por ser caro. A droga baixa a carga parasitária, o cão tem que tomar remédio por 28 dias, e essa dose custa em média de R$ 800 a R$ 1 mil. Dependendo do porte do animal, pode ser que as doses aumentem - explica.  

Ainda conforme Silva, o Conselho de Veterinária emitiu um comunicado ano passado, concordando também com o Ministério da Saúde na recomendação da eutanásia uma vez confirmada positiva a doença no animal, com isso ele não coloca em risco outros animais.

Se o animal apresentar os sintomas da doença, é preciso entrar em contato com a Vigilância Ambiental em Saúde da cidade pelos telefones (55) 3921-7158 ou (55) 3921-7159. 

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Números

  • Conforme o teste rápido, 17 cães estavam com suspeita de leishmaniose
  • Em 12 animais, foi confirmada a doença , outros 5 ainda aguardam o resultado dos exames do Lacen 
  • 5 foram eutanasiados
  • 5 estão em tratamento experimental  
  • 7 aguardam a decisão dos proprietários para decidir o que farão com o bicho de estimação

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