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surto de toxoplasmose

Diante do surto de toxoplasmose, Hemocentro adota novos critérios para doação de sangue

09 Maio 2018 10:00:00

Medidas temporárias servem para evitar a contaminação

Thays Ceretta

Foto: Charles Guerra (arquivo/ Diário)

Como forma de precaução, por conta do surto de toxoplasmose que a cidade vive, o Hemocentro Regional de Santa Maria adotou novas medidas referentes à doença na hora da doação de sangue. A entrevista clínica, que é feita antes de qualquer procedimento, mudou. A partir de agora, o candidato passa por uma triagem na qual é aplicado um questionário de 60 perguntas, com desdobramentos que podem totalizar 120 questões. Essa etapa antecede a doação e exige sinceridade do candidato a doador ao responder. O cuidado é para evitar a transmissão de doenças aos pacientes que vão receber a doação. 

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O rigor existe para dar segurança tanto para o receptor quanto para o doador e, em função dos casos confirmados e suspeitos de toxoplasmose, a equipe está dando mais ênfase às perguntas que estão relacionadas aos sintomas do surto. Essa foi uma orientação da Hemorrede Pública do Rio Grande do Sul, que faz parte da Secretária Estadual de Saúde. Conforme a nota repassada ao Hemocentro Regional, existem evidências de transmissão de toxoplasmose por transfusão de hemocomponentes.

O cuidado deve ser maior com as gestantes e com os imunodeprimidos (pessoas com baixa imunidade) que receberão o sangue.

Mas não há motivo para pânico. A coordenadora do Hemocentro Regional de Santa Maria, Carla Coelho, explica que, antes do envio do material doado para esses pacientes, o sangue passa por um processo de filtragem.

Sobe para 218 o número de casos confirmados de toxoplasmose em Santa Maria

- O filtro ajuda a reduzir o problema, porque tem uma fase da doença em que o parasita fica intracelular, e a gente, filtrando, consegue tirá-lo, minimizando, assim, os riscos de contaminação. Além disso, estamos pegando o sangue de outros hemocentros e fazendo um estoque para gestantes e imunodeprimidos. Estamos priorizando o sangue de outras regiões para diminuir os riscos, como medida de precaução - enfatiza Carla.

A coordenadora esclarece também que, depois da coleta, o sangue passa por testes e exames sorológicos.

MUDANÇAS
Medidas adotadas em função do surto:

  • Na triagem clínica, a equipe aumentou o número de perguntas sobre os sintomas da doença. Atentar, especialmente, para a história de sintomas correlacionados com a toxoplasmose
  • Quem teve a doença confirmada não pode doar sangue por um ano
  • Quem doou sangue e aprensentou os sintomas depois precisa informar o hemocentro, como forma de redução do risco de transmissão por via transfusional e para ações de hemovigilância
  • E quem teve os sintomas ou suspeita nos últimos 3 meses, não deve fazer doação

CRITÉRIOS
Quem pode doar (requisitos básicos) 

  • É preciso estar em boas condições de saúde
  • Ter entre 16 e 69 anos
  • Pesar, no mínimo, 50 kg
  • Ter dormido, pelo menos, 6 horas
  • Estar alimentado
  • Levar documento original com foto recente
  • Os menores de 18 anos precisam estar acompanhados do responsável legal, além de portar documento oficial com foto (original e fotocópia)
  • Não praticar exercícios físicos nas 12 horas anteriores à doação
  • Não ingerir bebida alcoólica nas 12 horas anteriores à doação
  • Não ter se submetido à endoscopia há seis meses
  • Não ter feito tatuagem, piercing ou maquiagem definitiva há 12 meses
  • Evitar fumar 2 horas antes da doação

Impedimentos temporários

  • Se estiver gripado, resfriado, com febre, espere 7 dias após o desaparecimento dos sintomas
  • Período gestacional
  • Período pós-gravidez (aguardar 90 dias para parto normal e 180 dias para cesariana)
  • Amamentação
  • Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação
  • Tatuagem e/ou piercing nos últimos seis meses (piercing em cavidade oral ou região genital impedem a doação)
  • Não ter feito exames/procedimentos com utilização de endoscópio nos últimos seis meses
  • Comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis, aguardar 12 meses

Quem não pode doar (critérios definitivos de impedimento) 

  • Quem contraiu hepatite após os 10 anos de idade
  • Pessoa com evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue, como hepatites B e C, Aids (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas
  • Usurários de drogas ilícitas injetáveis
  • Quem teve malária

Homens

  • Devem aguardar 60 dias para doar novamente
  • Não podem exceder o limite de quatro doações em um período de 365 dias

Mulheres

  • Precisam esperar 90 dias para doar sangue outra vez
  • Não devem exceder o limite de três doações por ano

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