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surto de toxoplasmose

Como as escolas públicas atuam na prevenção da toxoplasmose em Santa Maria

13 Maio 2018 13:00:00

Bebedores interditados e cuidados redobrados com a merenda são algumas das iniciativas

Thays Ceretta

Foto: Renan Mattos (Diário)
Na maioria das escolas, bebedouros estão interditados 

É na escola que se aprende as primeiras lições de cidadania e compartilhamos conhecimento. Em função disso, e diante do surto de toxoplasmose que atinge Santa Maria, a rede de ensino na cidade tem se mobilizado para tentar conter a doença e adotado algumas medidas pontuais para levar o assunto para dentro das salas de aula.  

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Na quinta e na sexta-feira, o Diário fez um levantamento para saber que medidas as escolas estaduais e municipais estão tomando. Das 84 escolas com as quais foi feito contato, a maioria delas - 57 - disse ter interditado bebedouros.

De acordo com a superintendente pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Gisele Bauer, logo que o surto foi confirmado, a equipe reuniu os diretores das 78 escolas para que a Secretaria de Saúde repassasse as orientações de acordo com o protocolo que foi montado aos gestores, que tiveram a oportunidade de tirar as dúvidas sobre a doença. O setor de nutrição e merenda escolar reforçou os cuidados básicos com a manipulação dos alimentos e com a água na hora de preparar as refeições.

- Em função de um fato que movimenta a cidade, os professores, de um modo geral, contextualizam rapidamente o assunto para que os alunos tenham as informações mais corretas. Metodologicamente, cada escola tem seu jeito. Algumas fazem cartazes, outras fazem campanhas de esclarecimentos. As crianças são uma fonte de informação, pois, às vezes, são elas que educam os pais, na medida que elas ganham a consciência do cuidado da prevenção - comentou Gisele.

Sobe para 271 o número de casos confirmados de toxoplasmose

Ainda conforme a superintendente pedagógica do município, não foi solicitada a interdição dos bebedouros, mas, sim, que seja evitado usar a água direto da torneira. Porém, algumas instituições acabaram isolando e solicitando que os alunos trouxessem água fervida ou mineral de casa. Outras não interditaram, mas esclarecem que deve ser evitada.

Já a orientação para as escolas estaduais, conforme o titular da 8ª Coordenadoria Regional de Educação (8ª CRE), José Luis Viera Eggres, é de interditar e lacrar os bebedouros. Aos alunos, foi solicitado levarem água de casa, pelo menos por enquanto, já que a origem do surto ainda não foi descoberta. Algumas escolas compraram água para oferecer aos estudantes. O assunto também foi antecipado na grade curricular, para mais esclarecimentos.

- Nesse período, os professores têm tratado desse assunto com os alunos com maior ênfase, como forma de prevenir essa questão, e para que eles tenham mais cuidado em casa. É uma maneira de disseminação dos cuidados e das formas de contaminação para que possam transmitir aos familiares - esclareceu Eggres.

O PANORAMA

Escolas municipais

  • Das 78 instituições, o Diário entrou em contato com 43 da área central, dessas, 31 estão com os bebedouros interditados
  • Três não atenderam às ligações feitas entre 10 e 11 de maio
  • Cinco não interditaram
  • Quatro não têm bebedouros

Escolas estaduais

  • Das 41 escolas, 26 estão com os bebedouros interditados
  • Oito não atenderam às ligações feitas entre 10 e 11 de maio
  • Uma não interditou
  • Quatro não têm bebedouro, sendo que duas utilizam água de poço artesiano
  • Duas estão com interdição parcial dos bebedouros

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