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Campanhas buscam doadores de sangue antes Carnaval

08 Fevereiro 2018 17:10:00

Veja onde e quando doar

Thays Ceretta

Fotos: Lucas Amorelli (Diário)
Salete saiu do município de Restinga Sêca para doar plaquetas pela primeira vez

Para manter o estoque de sangue e de plaquetas estável durante o Carnaval, o Hemocentro Regional de Santa Maria e o Serviço de Hemoterapia, que fica em anexo ao Hospital de Caridade, estão com uma campanha especial para intensificar as doações. Nas férias de verão, os estoques diminuem cerca de 30%, e as transfusões aumentam. A principal preocupação é com o feriadão que começa hoje, período que ocorrem acidentes de trânsito, muitas vezes ocasionados por ingestão de bebida alcoólica.

No Hemocentro Regional de Santa Maria, os estoques de sangue estão estáveis. Um dos motivos é ação que foi feita no último sábado, quando foram coletadas 60 bolsas durante uma campanha. Mas a preocupação é com a doação de plaquetas, componente do sangue que só pode ficar armazenado por cinco dias. Para não comprometer o estoque, nesta semana, a equipe precisou ligar para os doadores fixos. Conforme a diretora, Carla Coelho, as doações se intensificaram na última quarta-feira. Ela explica que o procedimento de doação de plaquetas é um pouco diferente, mais demorado e, por isso, pouca gente está disponível.

- No procedimento de aférese (separação dos componentes de sangue) é retirado somente a plaqueta, o restante do sangue é devolvido para o doador. Essa doação é diferenciada e, por isso, tem que ser agendada sempre. O doador fica aqui em torno de 90 a 120 minutos, pois ele precisa passar por testes antes. A contagem de plaquetas tem que ser um pouco mais alta do que a do doador de sangue. Dessa forma, existem poucos doadores, pois não é qualquer pessoa que se dispõe a passar mais de uma hora no procedimento. O doador de plaquetas é um doador mais especial - explica a coordenadora do Hemocentro.

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Em uma única doação de plaquetas por aférese, são coletadas 450 ml, o que equivale de seis a oito doações de sangue tradicional. Essa doação é muito importante pois gera menos riscos de reações transfusionais aos pacientes, trazendo, assim, os melhores resultados e benefícios às pessoas que recebem o concentrado de plaquetas. A medula óssea se encarrega de recompor, rapidamente, as plaquetas doadas.

A doação de plaquetas por aférese é feita em um equipamento específico, programado para retirar do sangue apenas a porção necessária. O sangue do doador entra na máquina com todos os componentes, é centrifugado no mesmo momento (instante em que as plaquetas são retiradas), e, em seguida, os componentes remanescentes são devolvidos ao doador pelo mesmo acesso.

VOLUNTARIADO

Pela primeira vez, Salete Friedrich, 38 anos, veio de Restinga Sêca para fazer a doação de plaquetas. Por ser doadora voluntária de sangue há 6 anos e sempre passar por exames, a equipe percebeu que ela tinha o número suficiente para doar plaquetas, 293 mil plaquetas por milímetro cúbico. Segundo o Ministério da Saúde, o mínimo a ser coletado é 150 mil plaquetas por milímetro cúbico.

- Estou contribuindo com alguém que está precisando, e saber que estamos ajudando é gratificante. Vou voltar e mobilizar mais gente para vir. A viagem vale a pena. Além de ajudar outras pessoas, aqui a gente faz amizade, é bem tratada e parece que nos conhecemos há muito tempo - contou Salete.

 Geralmente, quem precisa de transfusão de plaquetas são pacientes em tratamento de quimioterapia, que tem deficiência na coagulação do sangue e que passam por procedimentos que danificam as células. O doador de plaquetas pode repetir o procedimento 48 horas depois da coleta. Já para o doador de sangue, o período é de 60 dias para homens e 90 para mulheres.

Loreno da Costa dos Santos, 53 anos, é doador de plaquetas há 3 anos. Para ele, vale a pena ficar cerca de duas horas no procedimento.

- Eu acho que faz bem, é uma necessidade que cada um tem que ter. Um dia, alguém que eu conheço pode precisar, no outro, um desconhecido. Mas, acima disso, todos somos seres humanos. É muito triste saber que uma pessoa está precisando, a gente ter de sobra e não ajudar. Se tem vontade, é só dar um jeito e vir doar - afirma Santos, que é autônomo e deixou de trabalhar algumas horas para salvar vidas.

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À PROCURA DE DOADORES

No Serviço de Hemoterapia, que fica em anexo ao Hospital de Caridade, a equipe também precisou ligar para doadores fixos para aumentar o estoque de sangue. A enfermeira Fernanda Torres Santiago comenta que o feriadão de Carnaval preocupa e, por isso, o grupo começou a trabalhar com antecedência. Faixas foram colocadas em frente ao local e uma campanha foi feita nas redes sociais.

ONDE E COMO DOAR

Hemocentro Regional de Santa Maria 

  • Endereço  - Alameda Santiago do Chile, 159
  • Telefone - (55) 3221-5262
  • Sexta- feira - Das 8h às 14h
  • Sábado - Fechado
  • Domingo - Fechado 
  • Segunda - Feira - fechado
  • Terça- feira - Fechado
  • Quarta-feira - Das 8h às 14h 

Serviço de Hemoterapia de Santa Maria

  • Endereço _ Av. Presidente Vargas, 2.291, 2º andar, em anexo ao Hospital de Caridade
  • Telefone - (55) 3221-2999 
  • Sexta-feira - 8h às 14h
  • Sábado - Fechado
  • domingo - Fechado
  • Segunda-feira - Das 8h às 14h
  • Terça-feira - fechado
  • Quarta-feira - Das 8h às 14h

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