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Anvisa dá conceito A para o Husm em redução de incidentes

31 Janeiro 2018 11:30:00

Rede Sentinela foi criada em 2002 pela Anvisa e busca diminuir incidentes dentro do ambiente hospitalar

Thays Ceretta

Foto: Charles Guerra (Diário)
Husm conquistou conceito A na Rede Sentinela no primeiro e segundo semestres de 2016

Com o objetivo de diminuir incidentes de todo o tipo envolvendo pacientes e profissionais, o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) integra, há 16 anos, a Rede Sentinela, criada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2002.

A Rede Sentinela é uma espécie de observatório nacional e serve como uma ferramenta permanente da Vigilância Sanitária no Brasil, que permite o monitoramento de relatos de problemas adversos relacionados a produtos, equipamentos e procedimentos. Nesse contexto, o Husm avançou na pontuação. Pela segunda vez em um ano, o complexo hospitalar conquistou conceito A (entre as categorias A, B e C). O conceito A é referente à avaliação realizada no primeiro e no segundo semestres de 2016. 

A gerente de risco do hospital, Noeli Landerdahl, comemorou o resultado junto dos colegas.

- Isso representa a nossa dedicação e coroa todo o esforço que a gerência de risco, junto com o núcleo de segurança do paciente, tenta promover dentro da instituição. Melhorias, cuidados, mais segurança para a população de toda a região, que é tão carente e tão necessitada de um cuidado seguro. Nós tentamos fazer barreiras para diminuir incidentes. A gente entende que as pessoas são falíveis e, às vezes, erram, então, precisamos trabalhar e conversar sobre isso para que o processo de trabalho seja seguro - comenta Noeli.   

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REDE SENTINELA

Ao todo, 241 hospitais do Brasil integram a Rede Sentinela. Todas as unidades precisam notificar a ocorrência de ações de controle de risco como de quedas e lesões na pele, entre outras questões enviadas pela Anvisa. A escolha das instituições que fazem parte da rede baseou-se na relação do Ministério da Educação (MEC) entre os maiores hospitais do Brasil com programas de residência médica. Porém, agora, os próprios hospitais podem procurar o MEC para fazer parte da rede.

Duas vezes por ano, os hospitais respondem a um questionário dividido em três macrotemas: farmacovigilância (medicamentos), tecnovigilância (equipamentos) e hemovigilância (cuidado com o recebimento de sangue). Esses dados servem de base para o governo federal preparar campanhas de prevenção. Além disso, a Rede Sentinela foi criada para responder à necessidade da Anvisa de obter informação qualificada enquanto cria um meio intra-hospitalar favorável ao desenvolvimento de ações de vigilância sanitária em hospitais, o que deve resultar em ganhos significativos de qualidade para os serviços e pacientes.

- A Rede Sentinela só vem a agregar. Ela promove um alerta de monitoramento de risco que a população pode estar enfrentando, seja de doenças, de agravos, seja de outros tipos de risco que impliquem na segurança do paciente. Risco que o paciente pode ter de adquirir uma infecção dentro do hospital, risco que ele possa ter dentro da instituição de cair de uma maca, risco de haver uma identificação não tão correta e ser trocado um procedimento ou medicamento, então, em cima disso, a gente tenta trabalhar para evitar que alguma coisa aconteça. Temos que evitar que o paciente entre para o hospital, e acabe ocorrendo algum incidente que possa prejudicar ainda mais a saúde dele -  completa Noeli.

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AVALIAÇÃO EM 2017

A equipe do Husm aguarda ainda a Anvisa enviar o resultado da avaliação de 2017, do primeiro e do segundo semestres. A gerente explica ainda que os incidentes dentro do hospital são evitados por meio ações educativas e também unindo as informações de um aplicativo interno da Ebserh de incidentes e queixas técnicas onde os profissionais do Husm notificam o que acontece dentro da instituição que pode estar colocando a vida dos pacientes em risco.

- O profissional pode notificar no momento que ele soube do incidente ou se ele participou, tudo de forma educativa. De posse dessas informações que são sigilosas e chegam pelo aplicativo todas as manhãs, nós fizemos todo um plano de ação para entender porque aconteceu e para que isso seja minimizado. Fizemos palestras, corrigimos o material, consertamos os equipamentos, fortalecemos um setor que precisa de uma melhoria, a gente avalia toda situação. Estamos usando este aplicativo há dois anos e tem nos ajudado muito a melhor a qualidade da assistência. A intenção é que mais adiante até os pacientes possam fazer as notificações também - explica Noeli.


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