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eleições 2018

Quem são os 9 pré-candidatos ao governo do Estado até agora

17 Março 2018 14:00:00

José Ivo Sartori (MDB) ainda não decidiu se tentará reeleição

Dandara Flores Aranguiz

Foto: Jean Pimentel (Arquivo Diário)/

A menos de quatro meses das convenções partidárias que escolherão os candidatos a governador nas eleições 2018, os gaúchos já têm, pelo menos, nove pretendentes ao cargo. O primeiro turno está marcado para 7 de outubro, mas, se tiver segundo turno, a decisão final será em 28 de outubro. 

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O governador José Ivo Sartori (MDB) ainda não decidiu se tentará a reeleição. Diante do seu desgaste com o parcelamento de salários do funcionalismo, o MDB teria, entre as alternativas, o atual secretário de de Segurança, Cezar Schirmer, ex-prefeito de Santa Maria.

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O PP está em processo de discussão da candidatura própria e tem prévia marcada para 24 de março entre Luiz Carlos Heinze e Antonio Weck. A lista tem ainda Eduardo Leite (PSDB), Jairo Jorge (PDT), Miguel Rossetto (PT), Mateus Bandeira (Novo), Roberto Robaina (PSOL) e Ranolfo Vieira Júnior (PTB).

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Para especialistas, a instabilidade política e a falência das instituições públicas repercutem no Estado. Conforme o cientista social Dejalma Cremonese, a crise política deve refletir nas urnas, aumentando abstenções e votos brancos e nulos pelo descrédito da população.

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- Estamos vivendo tempos nebulosos. O eleitor deve prestar mais atenção, pois, por outro lado, é uma oportunidade para fazer escolhas mais sensatas e conscientes - avalia o professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Apesar do número de candidatos ao pleito, Cremonese aposta em polarização durante a campanha, o que, na visão dele, é uma tradição no Estado.

- Nas últimas eleições, tivemos essa polarização entre forças mais progressistas, de esquerda, e forças mais conservadoras, de centro-direita. Embora haja várias opções e uma certa pulverização entre os partidos, no final, são essas forças antagônicas que irão se destacar. De um lado, Jairo Jorge ou o Rossetto, contrapondo com setores mais da direita, como Eduardo Leite, que é muito promissor, ou até mesmo a figura mais conservadora do Heinze - diz.

Para Guilherme Howes, professor de Teoria Social na Universidade Federal do Pampa (Unipampa), há dois candidatos com potencial para crescer: Leite e Heinze.

- Historicamente, o eleitor gaúcho gosta de votar em um cara novo, que não está vinculado àquilo que o eleitor entende como velha política. O Eduardo é jovem, tem discurso bem oxigenado. Já o Heinze tem a força do agronegócio, das grandes empreiteiras - avalia Howes.

Quanto à candidatura de Jairo Jorge, o professor acredita que ele terá dificuldades de enfrentar grandes partidos. Além disso, o candidato trocou o PT pelo PDT, o que pode ser mal interpretado pelo eleitor. Sobre Bandeira, Howes lembra qu, embora ele tenha vínculo com o eleitor evangélico, terá que competir com grandes candidatos.

Em relação a Sartori, Howes avalia o governador como uma incógnita caso resolva mesmo disputar mais um mandato.

- Ele tem o discurso do MDB, de equilíbrio. Mas perdeu o voto de professores e brigadianos que apostaram nele. Esse pessoal que tem salário parcelado não vai votar nele. O Sartori tem a força de um grande partido, mas duvido que emplaque.




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