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Opinião

Obra da Câmara é um péssimo exemplo de descaso com o dinheiro público

30 Abril 2018 18:00:00

Colunista Jaqueline Silveira comenta sobre o desperdício de recursos do contribuinte

Jaqueline Silveira

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Servidores da Casa fizeram levantamento e conferência de mobiliário comprado para equipar nova sede da Câmara, parada desde janeiro de 2013

A comissão encarregada de fiscalizar a obra e a compra dos móveis para a nova sede da Câmara de Vereadores de Santa Maria irá concluir o trabalho até o dia 15 de maio. Esta semana, na quarta ou quinta-feira, o relator, Juliano Soares (PSDB), Juba, deverá apresentar seu parecer aos colegas de comissão para análise, conforme informou o presidente Daniel Diniz (PT). Um das últimas ações do grupo tratou da conferência do mobiliário comprado em 2012 para a nova sede, paralisada desde 2013. Dois funcionários fizeram o trabalho (foto), na manhã de sexta-feira, em gabinetes e salas do atual prédio do Legislativo.

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Dos 218 itens comprados, a Câmara não quis 26 mesas e as repassou à prefeitura para leiloar ou doar, pois esses móveis se deterioraram com as trocas de depósito, além de serem atingidos por chuvas em um dos locais de armazenamento. Essa informação, aliás, foi divulgada pela prefeitura ainda no início de março, quando a comissão procurava o mobiliário. Foram R$ 11,6 mil jogados pelo ralo.

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Mas o descaso com os móveis comprados com o dinheiro público não parou por aí. Na conferência realizada na sexta-feira, mais uma informação surpreendente: 29 cadeiras levadas, em dezembro de 2015, para a atual sede do Legislativo e distribuídas em gabinetes e salas já foram colocadas à disposição da prefeitura. Apesar de terem sido compradas em 2012, foram descartadas como bens "inservíveis" por falta de "manutenção". O presidente solicitou uma justificativa para o descarte de cada uma das cadeiras, já que são móveis novos.

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No prédio inacabado, já foram investidos cerca de R$ 1,3 milhão e mais R$ 11,6 mil com "os bens imprestáveis", fora as 29 cadeiras que já estão sendo descartadas. Ao total, os 218 itens custaram R$ 128,9 mil. Boa parte desse recurso e mais a obra inacabada são um péssimo exemplo de desperdício de dinheiro público. A Câmara terá muito a explicar para a população que banca os custos do Legislativo.   

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