contatos Assine
prisão do ex-presidente

Lula diz que não irá se apresentar em Curitiba

06 Abril 2018 09:18:00

Militantes lotam a sede do sindicado dos metalúrgicos em São Paulo, onde Lula está

Ricardo Kotscho e Catia Seabra/Folhapress

Foto: Alice Vergueiro/Folhapress
De uma janela do segundo andar, Lula cumprimenta militantes que lotam a sede do sindicato dos metalúrgicos (SP) 

Às 8h30min da manhã desta sexta-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse à reportagem da Folhapress que sua decisão é não ir a Curitiba para se entregar à Polícia Federal. Em rápida conversa telefônica, o petista disse que estava tranquilo, bem disposto, e que já tinha feito seus exercícios matinais como faz todos os dias. Segundo o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, uma viagem do ex-presidente a Curitiba teria dificuldades de logística e de segurança. 

Lula está na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Paulo, desde a noite de quinta-feira, quando o juiz Sergio Moro expediu a ordem de prisão de Lula. Nesta sexta-feira, a sede do sindicato, em São Bernardo do Campo, se transformou em símbolo de resistência e apoio a um dos líderes políticos mais populares da história recente do Brasil. 

Foto: Danilo M Yoshioka/Futura Press/Folhapress
No final da manhã desta sexta, militantes bloqueiam a entrada do sindicado dos metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, onde Lula está

Lideranças de Santa Maria comentam a prisão de Lula

A PRISÃO
Lula foi condenado a 12 anos anos e um mês de prisão no caso do triplex do Guarujá, na Operação Lava-Jato. Depois de ter o pedido de habeas corpus preventivo negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STF), na quarta-feira, teve sua prisão determinada pelo juiz Sérgio Moro. O juiz vetou o uso de algemas "em qualquer hipótese".

Na quinta-feira, Moro também o cumprimento da pena de José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, da OAS, e Agenor Franklin Magalhães Medeiros, ex-executivo da construtora. Os dois, condenados com o petista no caso do tríplex, já estão presos na carceragem da PF em Curitiba.

Mulher é morta a tiros em Caçapava do Sul

NA SEDE DO SINDICATO
Logo depois que a notícia da prisão veio à tona, na noite de quinta, grupos de militantes se concentraram na sede do sindicato, que é o berço político de Lula. Dirigentes do PT, militantes, apoiadores e amigos começaram a chegar à noite, passaram a madrugada no local e continuarão durante o dia de hoje. Nesta manhã, um multidão já lota a sede do sindicato.

No começo da madrugada, Lula cumprimentou os apoiadores de uma janela do segundo andar do prédio, onde ele passou a noite. Lula ficou sozinho entre 2h30min e 7h, na sala da presidência do Sindicato dos Metalúrgicos, ele dormiu em um espaço privativo. Levantou por volta de 7h30 e foi tomar café.

Pouco depois das 2h, dezenas de militantes que ainda faziam vigília dentro do prédio do sindicato puxaram as cadeiras de plástico pretas que estavam espalhadas para perto do palco localizado no terceiro andar. Na sequência puxaram também o coro de "Olê olá, Lula", à espera do ex-presidente, que não apareceu.  Desde que chegara ao sindicato, pouco antes das 20h de quinta, até a manhã desta sexta, o ex-presidente só teve contato com uma parte restrita dos militantes nos 10 minutos em que saiu da sala da presidência para abraçar os apoiadores por cima de um cercadinho.

A Polícia Federal descarta, por ora, o envio de agentes ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo para prender o ex-presidente Lula. A avaliação dos delegados é de que uma ação desse tipo poderia acabar em confronto e colocar em risco a vida de pessoas.

NOVO PEDIDO DE HABEAS
O ministro Félix Fischer, da 5ª Turma do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) irá julgar o segundo pedido de habeas corpus preventivo, feito pela defesa de Lula na tentativa de livrar o ex-presidente da prisão. 

PRONUNCIAMENTO

O presidente estadual do PT, Luiz Marinho, disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará um pronunciamento às 16h, uma hora antes do prazo fixado pelo juiz Sergio Moro. Segundo ele, a Frente Brasil Popular, composta por movimentos de esquerda, reconheceu disposição de resistir à prisão.

*Com informações da Agência Brasil 

fale com a redação

quem somos
leitor@diariosm.com.br
(55) 3213-7110
(55) 99136-2472
(WhatsApp)

redes sociais
facebook
instagram
twitter
youtube

 


para assinar
(55) 3220-1717
diariosm.com.br/assinaturas

central do assinante
(55) 3220-1818
(55) 99139-5223
(WhatsApp, apenas mensagem de texto)

para anunciar
(55) 3219-4243
(55) 3219-4249