contatos Assine
política

Comissão especial que investiga obra da Câmara é prorrogada

13 Março 2018 21:00:00

Uma das justificativas é a busca pelos móveis adquiridos para a nova sede que teriam 'sumido'


Foto: Mateus Azevedo (Câmara de Vereadores de SM)/

A comissão especial que fiscaliza a obra de ampliação do prédio da Câmara de Vereadores de Santa Maria terá mais 30 dias para continuar o trabalho de acompanhamento dos processos e trâmites que envolvem a construção, parada desde 2013.

O pedido de prorrogação de prazo foi aprovado por unanimidade na terça-feira, em sessão no plenário. Durante o discurso de justificativa, o vereador Daniel Diniz (PT), que preside a comissão, declarou que ainda há algumas dúvidas a serem esclarecidas para que "injustiças não sejam feitas", pois, segundo ele, "há conversas distorcidas sobre o assunto" circulando.

Móveis que iriam para a nova sede da Câmara estragaram

Um dos assuntos polêmicos em relação à obra é a busca pelos móveis adquiridos em 2012 para mobiliar a nova sede. Na segunda-feira, a comissão visitou o depósito da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, onde os móveis teriam sido levados após serem retirados do Almoxarifado Central da Prefeitura, mas o mobiliário não estava lá.

Segundo Diniz, descobriu-se alguns móveis teriam sido montados na própria Câmara e já estariam em uso desde 2013 (a possibilidade de que alguns dos itens estivessem na Casa já era discutida). No total, foram comprados 130 cadeiras, 63 mesas, sete gaveteiros, nove armários e 10 estantes de aço a um custo de R$ 128,9 mil. No entanto, alguns dos móveis teriam deteriorado.

De acordo com o presidente da Câmara, vereador Alexandre Vargas (PRB), 26 mesas de escritório e duas cadeiras estragaram durante o período em que ficaram guardadas. No total, R$ 12.554,58 teriam que ser ressarcidos à Câmara pela prefeitura.

Comissão não encontra móveis comprados para a nova sede da Câmara

- Em 2016 a Casa já enviou ao Executivo um pedido de ressarcimento desse valor, que ainda não foi pago. Em dezembro de 2017 a Câmara entrou com um outro pedido, e aguardamos a resposta - disse. 

PROCESSO LICITATÓRIO

O subchefe da Casa Civil da prefeitura, Marco Mascarenhas, disse desconhecer oficialmente do pedido de restituição, mas afirmou que a prefeitura vai verificar a informação e ir atrás da documentação. 

- Temos que identificar o que foi estragado e, se for o caso, avaliar a melhor forma de ressarcimento, que pode ser feita através do pagamento em dinheiro ou através da aquisição esses materiais em processo licitatório da prefeitura - afirmou.

O relatório final da comissão deve ser apresentado no mês que vem.

fale com a redação

quem somos
leitor@diariosm.com.br
(55) 3213-7110
(55) 99136-2472
(WhatsApp)

redes sociais
facebook
instagram
twitter
youtube

 


para assinar
(55) 3220-1717
diariosm.com.br/assinaturas

central do assinante
(55) 3220-1818
(55) 99139-5223
(WhatsApp, apenas falhas de entrega)

para anunciar
(55) 3219-4243
(55) 3219-4249