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santa maria

Ótica e relojoaria utilizam porta detectora de metais para coibir assaltos

16 Abril 2018 13:49:00

Estabelecimentos implantaram o sistema depois de terem sido alvos de uma série de assaltos e arrombamentos

Camila Gonçalves

Foto: Charles Guerra (Diário)
Irmãos Cleonice e Paulo Roberto chegaram a pensar em fechar a loja por conta dos crimes em sequência

Câmeras de monitoramento já são itens de segurança comuns no comércio local. Agora, pelo menos dois estabelecimentos comerciais de Santa Maria já contam com um aparato que até então só era visto em shoppings e bancos: portas detectoras de metais. A Relojoaria Baggio, na Rua General Neto, e a Ótica Pérola, na Avenida Rio Branco, implantaram o sistema depois de terem sido alvos de uma série de assaltos e arrombamentos. Uma empresa de Caxias do Sul fez a instalação das portas. Cada porta custou R$ 38 mil, e os proprietários não se arrependem do investimento.

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Quando o cliente chega, o sensor de presença abre a porta externa. A pessoa, então, passa por duas barras laterais com sensores que identificam a presença de metal. Se não houver metal, a porta externa se fecha, e a interna se abre automaticamente. Se houver metal, o cliente deposita os objetos em um suporte que fica entre as duas portas e dá um passo para trás para que o sensor passe novamente. O dono do estabelecimento, que consegue ver, pelo painel de controle, a posição do objeto detectado, aciona o botão que libera a entrada. O processo dura cerca de cinco segundos se o material não for detectado.

O consultor externo da empresa IECO, de Caxias do Sul, Lucas Tumelero, explica que as chamadas portas eclusas automáticas foram usadas em instituições bancárias que buscavam uma alternativa à porta giratória. De acordo com ele, o modelo é mais confortável para o cliente, já que as portas dos bancos tradicionais travam e geralmente geram um certo constrangimento a quem passa. Segundo o consultor, os empresários também podem escolher modelos com vidros blindados.

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EM ADAPTAÇÃO

Na Ótica Pérola, a porta está instalada há um mês. De acordo com o dono da loja, Celso Piloni, 66 anos, o sistema causou estranhamento em alguns clientes no começo, mas já foi aceito. Ele utiliza a porta aberta nos horários de funcionamento de banco, mas aciona o fechamento no início e no final do dia, períodos em que é mais comum a incidência dos roubos.

- A porta inibe um pouco a entrada dos clientes, mas, como o policiamento é pouco, e estamos numa área onde a fuga do bandido é facilitada, optamos por garantir a segurança dos funcionários e clientes. Acho que, com o tempo, as pessoas vão se acostumar. Essas portas já são muito comuns na grande Porto Alegre, na Região do Vale do Sinos. Depois que o cliente entra, se sente até mais confortável e seguro. A gente já vê essas lojas de bebidas com grades, acho que todo mundo está tendo que se adaptar - acredita o empresário.

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)

Há 55 anos em Santa Maria, a empresa já foi arrombada quatro vezes e sofreu dois assaltos à mão armada. O último foi no ano passado. Um homem entrou na loja anunciando o assalto. O próprio Piloni acabou tirando a arma das mãos do assaltante, que fugiu em seguida. O empresário contou que a polícia identificou o suspeito, mas não soube informar se ele foi preso.

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ÚLTIMA TENTATIVA

A empresária Cleonice Baggio, 55 anos, disse que a porta é o último recurso da Relojoaria Baggio para garantir a segurança do local. Há cinco anos, o estabelecimento passou por um arrombamento em que os ladrões levaram cerca de R$ 750 mil em mercadorias, a maioria em peças em ouro. Depois disso, a loja passou a comercializar joias de menor valor.

Em junho do ano passado, os sócios pensaram em desistir do negócio quando foram alvos de um assalto à mão armada. Três homens entraram na loja, e um ficou do lado de fora. O guarda da relojoaria, que trabalha armado, tentou reagir, mas foi rendido por um dos ladrões. Apesar dos suspeitos terem sido presos, a mercadoria não foi recuperada. O prejuízo foi de cerca de R$ 30 mil.

- O guarda não morreu porque eles não quiseram matar - conta Paulo Roberto Baggio, 57 anos, um dos sócios da empresa.

Nos últimos 10 anos, a loja foi arrombada cinco vezes e roubada duas vezes. O aumento da violência levantou vários questionamentos sobre a viabilidade do negócio. Os proprietários chegaram a pensar em contratar seguro, mas o preço assustou. A porta foi o investimento escolhido, que será pago por financiamento.

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