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obituário

Morreu taxista Antonio José Pereira

23 Abril 2018 12:00:00

Marido romântico e pai amoroso, ele fazia sucesso na cozinha de casa. Confira outros falecimentos em Santa Maria e região

Fotos: Arquivo Pessoal


Descrito como um pai muito amoroso e um marido exemplar, o taxista Antonio José Pereira, 59 anos, era, de acordo com a família, um romântico à moda antiga. Ele não saia de casa sem antes dar um beijo apaixonado em Zenaide Gaier Pereira, 57, com quem foi casado por 39 anos. Além disso, ele também costumava deixar um bilhete e uma rosa para a mulher, no travesseiro para que, quando ela acordasse, lembrasse imediatamente dele. 

- O pai sempre foi esse romântico. E ele passou para a gente todo esse sentimento e esse carinho. Fomos criados assim. Ele também era muito democrático com as tarefas domésticas. Enquanto meu irmão lavava a louça, eu secava, e minha irmã guardava. Ele nos ensinou muito bem desde pequenos - conta uma das filhas, Maira Pereira da Costa, 37 anos.

Pereira e Zenaide também eram pais de Marcio, 38 anos, Angélica, 33, e Adriana, 31. Todos eram muito ligados e estavam sempre juntos, principalmente, aos domingos, quando o pai ligava os filhos e os chamava para saborear um churrasco assado por ele. As meninas faziam as saladas e o arroz para acompanhar e, depois do almoço, quem assumia a louça suja era Pereira. Ele adorava a cozinha e preparava um feijão que fazia sucesso:

- Nós até brincávamos que parecia uma feijoada em razão dos temperos e de tão bom que era, eu não sei descrever o gosto, mas era a melhor - diz Maira.

O doce favorito do taxista era o pudim, receita que não podia faltar nas datas comemorativas da família.

Ainda de acordo com os familiares, Pereira tinha um coração muito bom e sempre atendia aos pedidos dos filhos. Mesmo educando os quatro de maneira rígida, ele era muito afetuoso e sempre estava pronto para um abraço e um beijo. Por muitos anos, Pereira morou com a família no Bairro São José, onde fez muitos amigos. Mas o taxista gostava mesmo era de estar em meio à natureza e em pescarias com os amigos.

- Eu perdi um companheiro de pesca. Foi uma perda imensa. O Antonio era um grande amigo - emociona-se o concunhado Marco Antônio da Costa, 56 anos.

Pereira foi criado pelos avós maternos, Maria e Atilho Pereira (já falecidos), após a morte da mãe. E, quando teve netos, o taxista também ajudou a criá-los.

- Ele era cheio de vida, humilde, carismático, um baita pai e marido, que vivia para a família - recorda a irmã Maria Lidroneta Batista da Silva, 46.

Pereira foi internado no Hospital Casa de Saúde após se sentir mal. O taxista faleceu em 22 de fevereiro e foi sepultado no dia seguinte, no Cemitério São José,em Santa Maria. A família preferiu não divulgar as causas da morte.

Morreu autônomo Claiton Rodrigues de Souza 

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