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Morreu professor e diretor do Instituto Olavo Bilac Elpídio da Veiga

02 Fevereiro 2018 12:30:00

O professor que sempre defendeu a educação e adorava jogar bocha. Confira outros falecimentos em Santa Maria e região

Fotos: Arquivo Pessoal


Nascido e criado no interior de Santo Ângelo, no distrito de Rincão dos Mendes, Elpídio da Veiga, 79 anos, era o filho caçula de Wanda e Cristiano da Veiga. Quando adolescente, precisou trabalhar para ajudar no sustento da família, mas nunca deixou os estudos e as leituras de lado. O idoso acreditava que, somente com a educação do povo, o país poderia se transformar. Ele se formou na antiga Fidene, atual Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul (Unijuí), em Pedagogia, no ano de 1967. Porém, antes de começar a carreira como professor, Veiga também trabalhou em um moinho de farinha, ingressou no Exército para o serviço militar obrigatório, foi bancário e presidente do Sindicato dos Bancários de Santo Ângelo na década de 1970. Em Santa Maria, ele sempre será lembrado por muitos alunos do Instituto Olavo Bilac, escola onde deu aulas e da qual foi diretor até se aposentar. 
Por 50 anos Veiga foi casado com Dilene. O casal teve quatro filhos: Denise, Cláudia, Cristiano e Ana Maria. Ele era avô de Ana Laura, Pedro Henrique, Francisco, Isabela e Rodrigo.
- Meu marido era muito ligado à família e se dedicou muito aos filhos. Era carinhoso com os netos e procurava ajudar qualquer pessoa que precisasse - recorda a esposa.
Veiga foi professor universitário na antiga Fundames, atual Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) e no Colégio Salesiano Dom Bosco, em Santa Rosa. No Coração do Rio Grande, além de lecionar, ele também atuou como tesoureiro do 2º Núcleo do Cpers/Sindicato, de 1984 a 1987, na gestão da professora Elisabeth Pereira Gonçalves, e de 1987 a 1990, na gestão de Feliciano Menezes Filho.
Além de incentivar os estudos dos filhos, o idoso gostava de acompanhar as notícias de política e economia. Torcedor do Grêmio, Veiga gostava de assistir aos lances do time do coração e também passou essa paixão para os filhos.
- Ele tinha opiniões bem definidas e conselhos que os filhos costumavam ouvir, além disso, por adorar política, era muito crítico - lembra Dilene.
Quando estava de folga, o idoso costumava frequentar o Clube Recreativo Dores para jogar bocha com os amigos. Eles formaram o grupo Os Parceiros para jogar partidas amadoras. Veiga também gostava de caminhar pelo centro da cidade como forma de passar o tempo.

- Ele foi um dos fundadores do grupo de bocha, em meados de 2006, e assumiu a presidência e a secretaria do grupo duas vezes. O Elpídio foi realmente um líder e companheiro para todos nós. Nos conhecemos um tempo antes da fundação do grupo e, uma vez por mês, fazíamos festas e jantaremos para os integrantes e familiares. O grupo tinha esse nome porque estávamos sempre juntos, na boa e na ruim. Foi ele quem convidou meu filho para fazer parte do grupo. Para nós, o mais importante é a presença e companhia da família em todos os nossos momentos - diz o orientador do grupo Antônio Carnelozo da Costa, 58 anos.
Veiga deixa para a família o ensinamento de não desistir do que se quer e ter esperanças de um mundo melhor. Ele faleceu em 18 de janeiro e foi sepultado no Cemitério Santa Rita, em Santa Maria. A família preferiu não divulgar as causas da morte. 

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As informações sobre falecimentos podem ser enviadas para natalia.zuliani@diariosm.com.br ou pelo telefone (55) 3213-7122

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